Alex de Almeida Barros, de 48 anos, suspeito de matar Rosi Mari Marcelly Ayala, no bairro São Judas Tadeu, em Guarapari, em maio deste ano, vai sentar no banco dos réus por outro feminicídio.
O suspeito vai responder pelo assassinato de Euzineia Loyola, em agosto de 2020, em Anchieta, litoral Sul do Espírito Santo.
Segundo oTribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), Alex estava preso desde agosto de 2020 e foi condenado a 12 anos de prisão por homicídio simples.
No entanto, ele recebeu o benefício do livramento condicional em setembro de 2025, após cumprir mais de um terço da pena e atender aos requisitos previstos em lei.
O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) requereu o cancelamento da condenação anterior e a formação de um novo júri popular.
À época o acusado foi condenado por homicídio simples, mas o júri rejeitou as qualificadoras de asfixia e feminicídio.
Os representantes do MPES consideraram que havia provas fortes de que a vítima foi estrangulada com um cabo de energia e depois lançada na piscina ainda viva, morrendo por afogamento, o que motivou o pedido por um novo júri.
A decisão por um novo júri foi tomada de forma unânime pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) após analisar recurso do MPES.
Euzineia foi encontrada morta dentro de uma piscina no dia 19 de agosto de 2020 após passar cerca de dois dias desaparecida.
Familiares acionaram a polícia após não conseguirem localizar o celular da vítima. Os peritos que estiveram na propriedade informaram que o corpo estava em estado de decomposição. De acordo com a família, Euzineia tinha um relacionamento conturbado com o namorado.
O suspeito, que é de Caratinga, Minas Gerais, foi preso no Estado vizinho dias após o crime ser descoberto.
Rosi Mari Marcelly Ayal,de 64 anos, foi encontrada morta dentro de um apartamento em Guarapari. Ela mantinha um relacionamento com Alex há cerca de dois meses antes do assassinato.
Rosi Mari estava negociando o aluguel de dois imóveis que possuía em Vitória quando desapareceu. As corretoras que trabalhavam com a locação tentavam contato com ela há dias para fechar negócio, mas sem resposta.
Alex foi preso horas depois do crime, em Rio Casca, Minas Gerais. No momento da prisão, ele tentou atear fogo ao próprio corpo.
Folha Vitória