O cão policial Killer, considerado um dos animais operacionais mais marcantes da história da Polícia Militar do Espírito Santo, morreu na última terça-feira (10). A informação foi divulgada pelo Batalhão de Ações com Cães (BAC), que prestou homenagem ao animal conhecido pelo apelido de “Senhor das Armas”.
Killer nasceu em 6 de agosto de 2014 e atuou em diferentes unidades da corporação ao longo da carreira. Durante mais de uma década de serviços prestados à segurança pública, participou de operações de combate ao tráfico de drogas, localização de armamentos e apoio a ações policiais em diversas regiões do Estado.
“Hoje nos despedimos do cão policial Killer, um dos mais marcantes cães operacionais da história da Polícia Militar do Espírito Santo”, informou o BAC em nota de pesar.
Filho do cão policial Eudis e da cadela policial Aika, que também integrou a Força Nacional, Killer passou pela Companhia de Operações com Cães, pelo próprio BAC, pela 9ª Companhia Independente de Marataízes e pelo 9º Batalhão da PM, em Cachoeiro de Itapemirim.
Ao longo da carreira, trabalhou ao lado dos militares Tenente Santana, Sargento Edinei, Cabo Zanotti e Cabo Rovetta. Após a aposentadoria, foi acolhido pelo cabo Rovetta, que permaneceu responsável pelos cuidados com o animal.
“Construiu uma história marcada pela coragem, lealdade e dedicação ao serviço policial”, destacou a corporação.
Operação histórica originou apelido “Senhor das Armas”
Entre as diversas ocorrências de destaque das quais participou, uma operação realizada em outubro de 2016 foi determinante para consolidar o legado de Killer dentro da corporação.
Na ocasião, equipes da PM atuavam no Morro do Jaburu, em Vitória, em uma ação de busca por drogas e armamentos ligados ao tráfico. Mesmo após criminosos efetuarem disparos contra os policiais, as buscas continuaram.
“Foi então que os cães conduziram os policiais até uma área de mata onde estava escondido um verdadeiro arsenal de guerra”, relatou o BAC.
A operação resultou na apreensão de oito armas de fogo, incluindo espingardas calibre 12 e submetralhadoras 9 milímetros, além de drogas e materiais utilizados pelo tráfico de drogas.
A descoberta fez com que Killer recebesse o apelido de “Senhor das Armas”, tornando-se um dos cães policiais mais conhecidos da corporação. Segundo o batalhão, sua atuação foi decisiva para o sucesso da missão.
“A atuação de Killer foi decisiva para o sucesso da missão, tornando esse um dos episódios mais emblemáticos de sua carreira”, destacou a publicação.
Legado na segurança pública
De acordo com o BAC, o animal participou de inúmeras operações ao longo da vida e ajudou a consolidar o trabalho desenvolvido pelas equipes de policiamento com cães da Polícia Militar capixaba.
Após encerrar a carreira operacional, Killer permaneceu sob os cuidados do cabo Rovetta, cercado pelo carinho e reconhecimento dos policiais que acompanharam sua trajetória. “Mais que um cão policial, foi um guerreiro, companheiro de farda e símbolo da eficiência das operações com cães”, ressaltou a corporação.
Na despedida, o batalhão afirmou que o legado deixado pelo animal seguirá vivo na memória dos profissionais que trabalharam ao seu lado. “Missão cumprida, guerreiro. O Senhor das Armas seguirá eternamente em nossas lembranças.”
Folha Vitória