O Dia Internacional da Tireoide é celebrado nesta segunda-feira (25) e alerta para os cuidados com a glândula responsável por regular funções essenciais do organismo, como metabolismo, frequência cardíaca, controle do peso, fertilidade e equilíbrio emocional. Alterações na tireoide podem se desenvolver de forma silenciosa e atingir principalmente as mulheres.
Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), cerca de 60% da população brasileira poderá apresentar algum nódulo tireoidiano ao longo da vida. As mulheres têm até oito vezes mais chances de desenvolver doenças relacionadas à glândula em comparação aos homens.
Nódulos geralmente são benignos
Embora a descoberta de um nódulo gere preocupação, a maioria dos casos é considerada benigna e não apresenta sintomas. Em muitos pacientes, a recomendação médica é apenas o acompanhamento periódico para monitorar possíveis alterações.
De acordo com o cirurgião de cabeça e pescoço Marco Homero de Sá, o tratamento passa a ser indicado quando o crescimento do nódulo começa a provocar desconfortos físicos ou alterações estéticas.
Quando o nódulo causa sintomas compressivos, como dificuldade para engolir, ou incômodo estético, pode ser necessária uma intervenção.
Marco Homero de Sá, cirurgião
Os chamados sintomas compressivos acontecem quando o aumento do nódulo pressiona estruturas próximas da região do pescoço, como o esôfago.
Tratamento minimamente invasivo
Entre as alternativas mais recentes para tratar nódulos benignos está a ablação por radiofrequência, procedimento minimamente invasivo realizado com auxílio de ultrassom.
A técnica utiliza uma agulha que emite calor diretamente no nódulo, destruindo as células da lesão. Com o tempo, o tecido tratado é absorvido pelo organismo.
Segundo o especialista, o método apresenta recuperação mais rápida e reduz riscos de sangramento, além de evitar cicatrizes cirúrgicas.
Câncer de tireoide tem altas chances de cura
O câncer de tireoide é considerado o tumor endócrino mais comum, mas costuma apresentar bom prognóstico quando diagnosticado precocemente.
O tratamento varia conforme o estágio da doença e as características do tumor, mas a cirurgia continua sendo a principal abordagem adotada.
O procedimento pode envolver a retirada parcial ou total da glândula. Em alguns casos, o tratamento é complementado com iodo radioativo, utilizado para eliminar possíveis resíduos de tecido tireoidiano ou metástases após a cirurgia.
Especialistas reforçam que a avaliação médica e o diagnóstico precoce são fundamentais para aumentar as chances de cura e evitar complicações.
*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos
Folha Vitória