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Tarifaço dos EUA pesa mais no ES, mas exportações encontram novos mercados

O Espírito Santo foi o estado brasileiro mais impactado, em proporção ao PIB, pela elevação de tarifas de importação dos Estados Unidos – seu principal parceiro comercial. A conclus

Por Redação em 22/05/2026 às 05:00:32

O Espírito Santo foi o estado brasileiro mais impactado, em proporção ao PIB, pela elevação de tarifas de importação dos Estados Unidos – seu principal parceiro comercial. A conclusão é do Banco Central, que divulgou nesta quarta-feira (21) o Boletim Regional 2025.

Os dados mostram que o tarifaço reduziu as exportações capixabas destinadas ao mercado americano, mas o movimento veio acompanhado de diversificação de destinos e crescimento das exportações totais do estado.

A elevação de tarifas americanas em 2025 cortou US$ 2,7 bilhões das exportações brasileiras ao país naquele ano, queda de 6,7% em relação ao ano anterior. Em termos nacionais, o impacto foi classificado como moderado pelo BC: cerca de 0,1% do PIB brasileiro e 0,8% do total exportado pelo país.

No Espírito Santo, porém, o efeito foi mais sentido. A retração das exportações é equivalente a 0,55% do PIB estadual, o maior índice entre os estados citados no Boletim, ao lado de Maranhão, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. O BC detectou uma queda sobre o volume embarcado, sinal de que o choque veio pelo lado da demanda americana, não por variação de preços.

A boa notícia: mesmo com o tarifaço, as exportações globais do Espírito Santo cresceram. O estado vendeu US$ 6,65 bilhões para o exterior no 2º semestre de 2025, contra US$ 6,35 bilhões no mesmo período de 2024, crescimento de 4,7% no total. As vendas aos EUA, porém, caíram de US$ 1,5 bilhão para US$ 1,2 bilhão na comparação entre os dois semestres, recuo de 20%.

A mesma dinâmica aparece no primeiro trimestre de 2026. Os embarques capixabas para os EUA somaram US$ 480 milhões entre janeiro e março, ante US$ 789 milhões no mesmo período de 2025, queda de 39%.

Em contrapartida, novos mercados ganharam espaço e compensaram o recuo dos EUA. Países como Egito, Argentina e China passaram a comprar mais do estado, com destaque para minério de ferro, aço, café, celulose, rochas e petróleo.

O Banco Central confirma as evidências de redirecionamento de parte das exportações para outros mercados, um dos argumentos para sustentar que o efeito total sobre a economia brasileira foi contido. Assim como o ES, o Brasil registrou crescimento das exportações totais após o tarifaço.

Fonte: Folha Vitoria

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