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Outono aumenta doenças respiratórias em crianças; veja cuidados essenciais

Foto: FreepikMudanças bruscas de temperatura, tempo seco e maior circulação de vírus elevam casos de crises alérgicas e infecções respiratórias

Por Redação em 17/05/2026 às 05:00:14
Tosse persistente, ronco frequente e dificuldade para respirar nunca devem ser normalizados. O cuidado precoce ajuda a reduzir riscos de agravamento

Tosse persistente, ronco frequente e dificuldade para respirar nunca devem ser normalizados. O cuidado precoce ajuda a reduzir riscos de agravamento

O outono segue acendendo o alerta para o aumento de doenças respiratórias entre crianças no Espírito Santo. A combinação de mudanças bruscas de temperatura, baixa umidade do ar e maior permanência em ambientes fechados favorece a circulação de vírus e o agravamento de quadros alérgicos, especialmente entre crianças pequenas e pacientes com histórico de problemas respiratórios.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), crianças estão entre os grupos mais vulneráveis durante o período. A pasta reforçou recentemente o alerta para o crescimento das infecções respiratórias típicas da estação.

Entre os sintomas mais comuns nesta época do ano estão tosse persistente, congestão nasal, chiado no peito, crises alérgicas e dificuldade para dormir. O cenário também é impactado pelo aumento da circulação de vírus respiratórios.

Doenças frequentes no outono

De acordo com a pneumologista Jéssica Polese, o outono favorece tanto infecções virais quanto crises respiratórias em crianças com predisposição alérgica.

As temperaturas variam muito ao longo do dia, o ar fica mais seco e as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados, favorecendo tanto infecções quanto crises alérgicas.

Jéssica Polese, pneumologista

Entre as doenças mais frequentes no outono estão rinite alérgica, sinusite, bronquite, asma e bronquiolite. Especialistas também chamam a atenção para o aumento dos casos do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), considerado um dos principais causadores de bronquiolite e pneumonia em bebês e crianças pequenas.

Além dos sintomas respiratórios, a qualidade do sono infantil também pode ser afetada. Crianças com obstrução nasal e crises de tosse costumam apresentar sono agitado, irritabilidade e dificuldade de concentração ao longo do dia.

“Uma criança que dorme mal pode apresentar queda na imunidade, irritabilidade e dificuldade no rendimento escolar. Respirar bem durante a noite é fundamental para o desenvolvimento infantil”, explicou a especialista.

Como reduzir os riscos no outono

A orientação de especialistas é adotar medidas preventivas simples para reduzir os impactos das doenças respiratórias durante a estação.

Manter os ambientes ventilados;

Reforçar a hidratação das crianças;

Higienizar roupas de cama com frequência;

Evitar acúmulo de poeira dentro de casa;

Observar sintomas persistentes, como chiado no peito e dificuldade para respirar.

A pneumologista alerta que sinais respiratórios recorrentes não devem ser ignorados.

Jéssica Polese, pneumologista

*Texto sob a supervisão da editora Aline Gomes.

Fonte: Folha Vitória

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