Tosse persistente, ronco frequente e dificuldade para respirar nunca devem ser normalizados. O cuidado precoce ajuda a reduzir riscos de agravamento
O outono segue acendendo o alerta para o aumento de doenças respiratórias entre crianças no Espírito Santo. A combinação de mudanças bruscas de temperatura, baixa umidade do ar e maior permanência em ambientes fechados favorece a circulação de vírus e o agravamento de quadros alérgicos, especialmente entre crianças pequenas e pacientes com histórico de problemas respiratórios.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), crianças estão entre os grupos mais vulneráveis durante o período. A pasta reforçou recentemente o alerta para o crescimento das infecções respiratórias típicas da estação.
Entre os sintomas mais comuns nesta época do ano estão tosse persistente, congestão nasal, chiado no peito, crises alérgicas e dificuldade para dormir. O cenário também é impactado pelo aumento da circulação de vírus respiratórios.
Doenças frequentes no outono
De acordo com a pneumologista Jéssica Polese, o outono favorece tanto infecções virais quanto crises respiratórias em crianças com predisposição alérgica.
As temperaturas variam muito ao longo do dia, o ar fica mais seco e as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados, favorecendo tanto infecções quanto crises alérgicas.
Jéssica Polese, pneumologista
Entre as doenças mais frequentes no outono estão rinite alérgica, sinusite, bronquite, asma e bronquiolite. Especialistas também chamam a atenção para o aumento dos casos do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), considerado um dos principais causadores de bronquiolite e pneumonia em bebês e crianças pequenas.
Além dos sintomas respiratórios, a qualidade do sono infantil também pode ser afetada. Crianças com obstrução nasal e crises de tosse costumam apresentar sono agitado, irritabilidade e dificuldade de concentração ao longo do dia.
“Uma criança que dorme mal pode apresentar queda na imunidade, irritabilidade e dificuldade no rendimento escolar. Respirar bem durante a noite é fundamental para o desenvolvimento infantil”, explicou a especialista.
Como reduzir os riscos no outono
A orientação de especialistas é adotar medidas preventivas simples para reduzir os impactos das doenças respiratórias durante a estação.
Manter os ambientes ventilados;
Reforçar a hidratação das crianças;
Higienizar roupas de cama com frequência;
Evitar acúmulo de poeira dentro de casa;
Observar sintomas persistentes, como chiado no peito e dificuldade para respirar.
A pneumologista alerta que sinais respiratórios recorrentes não devem ser ignorados.
Jéssica Polese, pneumologista
*Texto sob a supervisão da editora Aline Gomes.
Fonte: Folha Vitória