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Médicas alertam para menopausa precoce após câncer de mama

Alba Libardi, ginecologista, e Cristina Caetano Stefanon, especialista em diagnóstico por imagem (Foto: Leiri Santana)Especialistas alertaram também sobre a importância da mamografia de q

Por Redação em 16/05/2026 às 05:00:30
A mulher fica focada em curar o câncer, mas ela vai ser curada e, depois que aquilo passar, teremos anos para dar qualidade de vida para ela. Precisamos falar de menopausa no tratamento do câncer.

A mulher fica focada em curar o câncer, mas ela vai ser curada e, depois que aquilo passar, teremos anos para dar qualidade de vida para ela. Precisamos falar de menopausa no tratamento do câncer.

O diagnóstico precoce do câncer de mama e os impactos da menopausa induzida pelo tratamento oncológico estiveram entre os principais temas debatidos no 4º Congresso de Oncologia do Hospital Santa Rita, realizado no Centro de Convenções de Vitória nesta quinta (14) e sexta (15).

Especialistas alertaram para a importância da detecção precoce da doença e defenderam um olhar mais amplo para a qualidade de vida das mulheres após a cura do câncer.

Durante o evento, médicos destacaram que mulheres diagnosticadas precocemente com câncer de mama têm hoje altas chances de sobrevida e podem viver até os 85 ou 90 anos. Porém, segundo os especialistas, o desafio da oncologia moderna vai além da remissão da doença e inclui os impactos físicos, hormonais e emocionais deixados pelo tratamento.

Entre as discussões do evento, médicos alertaram para os efeitos físicos e emocionais enfrentados por mulheres que entram precocemente na menopausa em consequência de cirurgias, quimioterapia, radioterapia ou bloqueios hormonais utilizados no combate ao câncer.

Alba Libardi, ginecologista

Menopausa induzida é mais intensa

Segundo especialistas, a menopausa provocada pelo tratamento oncológico costuma acontecer de forma abrupta e muito mais agressiva que a menopausa natural.

Essa paciente que tem a indução da menopausa não é uma menopausa fisiológica, não acontece devagar. Os sintomas são muito mais impactantes: mais fogachos, mais insônia, mais irritabilidade, labilidade emocional e ressecamento vaginal”, explicou a ginecologista.

Além dos sintomas físicos, as pacientes enfrentam mudanças profundas na autoestima, sexualidade e saúde emocional. Muitas mulheres relatam sensação de envelhecimento precoce, perda da libido e dificuldades nos relacionamentos afetivos após o tratamento.

Segundo os especialistas presentes no congresso, a oncologia moderna passou a enfrentar um novo desafio: cuidar da mulher que sobrevive ao câncer.

“Quem é essa mulher pós-cura? Ela está curada aos 40 anos e vai viver até os 90. Precisamos cuidar dela até lá”, reforçou Alba Libardi.

Qualidade de vida após o câncer

A especialista defende que o acompanhamento da paciente oncológica deve ir além da remissão da doença e incluir um cuidado contínuo com saúde hormonal, saúde mental e prevenção de doenças futuras.

Entre os principais cuidados recomendados estão atividade física regular, alimentação equilibrada, controle do peso, abandono do cigarro e do consumo excessivo de álcool, além do acompanhamento ginecológico especializado.

O pior erro não é não tratar o câncer. O pior erro é tratar sem cuidado, sem assistência e sem atenção com as mulheres.Alba Libardi, ginecologista

Rastreamento precoce é essencial

Outro tema debatido durante o congresso foi a importância do rastreamento precoce do câncer de mama. A médica Cristina Caetano Estefanon, especialista em diagnóstico por imagem de mama há mais de 35 anos, destacou que a mamografia continua sendo o único método comprovadamente capaz de reduzir a mortalidade pela doença.

O câncer de mama é o mais frequente e o que mais mata no mundo. Por isso é fundamental fazer o exame mesmo sem sintomas, apenas por conta da idade, para detectar precocemente. Cristina Caetano Estefanon, especialista em diagnóstico por imagem de mama

Segundo a especialista, o principal desafio no Brasil não é apenas ampliar o acesso aos exames, mas garantir qualidade técnica nas mamografias.

“A mamografia de baixa qualidade é pior do que não fazer, porque ela pode dar a falsa sensação de que está tudo bem quando não está”, alertou.

Cristina também destacou o aumento dos casos em mulheres mais jovens e defendeu maior conscientização sobre a realização de exames a partir dos 40 anos.

“Precisamos usar todos os nossos esforços para detectar o câncer de mama em tempo hábil”, afirmou. Durante a palestra, ela explicou ainda que o autoexame não substitui a mamografia, mas o conhecimento do próprio corpo continua sendo importante para identificar alterações suspeitas.

Quando a mulher sente um nódulo com a mão, muitas vezes já perdemos tempo. O objetivo do rastreamento é encontrar o câncer antes disso”, ressaltou.

Fonte: Folha Vitória

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