MPES deflagrou a Operação Dublê em outubro de 2025. Três policiais civis, um empresário e uma quinta pessoa foram denunciados. Fotos: Divulgação/MPES
O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) denunciou cinco pessoas investigadas na Operação Dublê, deflagrada em outubro de 2025. Entre os denunciados estão três policiais civis da Delegacia de Furtos e Roubos de Vitória, um empresário do ramo de revenda de veículos de Colatina e um intermediário de Teixeira de Freitas, na Bahia.
Segundo o MPES, as investigações apontaram a existência de uma organização criminosa que realizava adulteração e remarcação de veículos, fraudes contra seguradoras, além de crimes como roubo, furto, receptação, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
De acordo com o Ministério Público, o grupo inseria dados falsos em sistemas policiais por meio de registros fraudulentos de ocorrências de roubo e furto. A partir desses registros, eram solicitadas indenizações indevidas. Os veículos adulterados eram, posteriormente, reinseridos no mercado.
Conforme a denúncia, os policiais civis teriam utilizado os cargos públicos para dar aparência de legalidade às práticas ilícitas e viabilizar o recebimento das indenizações.
Empresário registrava boletins falsos
O empresário de Colatina, proprietário de uma revenda de veículos, é apontado como responsável por registrar falsos boletins de ocorrência de roubo, em conluio com um dos policiais civis, para obter valores de seguradoras.
Já o investigado de Teixeira de Freitas atuaria como principal fornecedor de veículos adulterados, realizando a montagem e remontagem irregular de automóveis e utilizando documentos de veículos sinistrados ou roubados para “legalizar” carros de origem criminosa.
A pedido do MPES, o Juízo da 3ª Vara Criminal de Colatina determinou o afastamento dos três policiais civis das funções públicas e autorizou o levantamento do sigilo dos autos.
A denúncia foi apresentada por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Norte) e da Promotoria de Justiça de Colatina.
Fonte: Folha Vitória