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Delegado traça perfil de suspeito de matar Dantinho: “Frio, calculista e agressivo”

Após a decapitação, Willian Santos Manzoli, de 29 anos, fumou maconha ao lado do corpo de Dante Brito Michelini

Por Redação em 12/02/2026 às 11:00:15
Willian Santos Manzoli confessou a morte de Dante Michelini. Foto: Reprodução/TV Vitória

Willian Santos Manzoli confessou a morte de Dante Michelini. Foto: Reprodução/TV Vitória

A Polícia Civil traçou o perfil de Willian Santos Manzoli, de 29 anos, assassino confesso de Dante Brito Michelini, conhecido como Dantinho, como “frio, calculista e extremamente agressivo”, diante das circunstâncias em que o corpo da vítima foi encontrado.

Segundo as investigações, Willian matou e decapitou Dantinho com uma faca e, em seguida, ateou fogo à residência dele. O crime teria sido motivado por vingança, após uma agressão ocorrida no dia anterior ao assassinato.

De acordo com a polícia, antes de matar o idoso, o suspeito submeteu a vítima a intensa violência. Após a decapitação, ele ainda teria urinado sobre a cabeça arrancada.

O chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Fabrício Dutra, afirmou que o comportamento do investigado chamou atenção pela frieza.

Ele é um indivíduo frio. Confessa com tranquilidade, até com certa exaltação. Foi uma morte extremamente violenta. No dia seguinte, retorna ao local, fuma maconha ao lado do corpo e conversa com o cadáver.

Delegado Fabrício Dutra, chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP)

Segundo Dutra, Willian aparentava estar orgulhoso de ter cometido o assassinato.

A Polícia Civil explicou que Willian cometia furtos na região em que o assassinato foi cometido. Após um desses crimes, ele se escondeu em um imóvel que ficava dentro da propriedade de Dantinho, sem a autorização do idoso.

Ele foi acordado pelo Dantinho, que o expulsou do local agredindo Willian com um pedaço de madeira.

A partir daí, ao chegar em uma boca de fumo em Guarapari, Willian passou a ser alvo de deboche por traficantes e outros criminosos, que caçoavam dele por ter apanhado de um idoso queria seria um “jack”, gíria usada para denominar estupradores.

De acordo com Dutra, o fato de ter sido agredido por um suposto estuprador deixou o Willian revoltado.

Há mais de 50 anos, Dantinho foi acusado de envolvimento na morte da meninaAraceli Cabrera Sanchez, de 8 anos, assassinada em Vitória em 1973. Ele chegou a ser condenado, mas foi inocentado pela Justiça anos mais tarde.

“Quando ele volta para rua(lembrando que ele é usuário de substâncias), nos lugares onde foi, as pessoas começaram a fazer chacota com ele. A expressão que ele nos fala é ‘você tomou uma surra de um jack’. Ele ficou muito indignado por saber que a pessoa era um estuprador, ele não sabia do caso Araceli, mas aquilo ficou na cabeça dele”,explicou o delegado.

No dia 19 de janeiro, Willian voltou ao sítio de Dantinho Michelini, após cortar uma cerca da propriedade. Ele entrou na casa, onde encontrou o idoso preparando um pão com manteiga, usando uma faca.

Os dois começaram uma briga e o idoso foi imobilizado. De acordo com Willian, Dantinho ainda estava vivo no momento em que foi decapitado.

Cabeça arrancada e jogada na água

Após cometer o crime e arrancar a cabeça de Dante de Brito Michelini, Willian foi a um local de mata com a cabeça dentro de uma sacola.

Ele atirou a cabeça dentro da água, mas ela acabou boiando. Para evitar que boiasse, ele utilizou um arame e uma pedra.

O perito oficial geral da Polícia Científica, Carlos Alberto Dal-cin, acrescentou: “A morte foi causada por decapitação, uma morte violenta por arma branca”, explicou.

Segundo o chefe da DHPP de Guarapari, delegado Franco Malini, o suspeito não deu nenhuma razão pela qual teria levado a cabeça de Dantinho embora, e disse que fez apenas “porque quis”.

Ele afirma que não há nenhuma dúvida de que Willian cometeu o crime, uma vez que deu detalhes que somente o assassino poderia conhecer.

“Ele passou detalhes, por exemplo, como a cerca cortada, que só quem esteve no local poderia saber. Essas informações foram checadas pela investigação e pela perícia. Ele disse que entrou e esperou a vítima aparecer, eles entram em luta corporal, e parte para os demais atos”, contou.

Fonte: Folha Vitória

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