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Polícia

Suspeito fumou maconha ao lado do corpo: “Estava orgulhoso”, diz delegado

Willian Manzoli confessou que matou Dantinho decapitado com uma faca e ateou fogo à casa dele. O crime foi por vingança


Reprodução/PCES

Um dia após a execução de Dante de Brito Michelini, o Dantinho, 75 anos, o assassino confesso, Willian Santos Manzoli, de 29 anos, retornou à casa do idoso e fumou maconha ao lado do corpo.

O relato foi dado pelo próprio Willian à polícia, informando inclusive que teria conversado com o corpo decapitado do idoso, além de divagar em relação ao crime.

Willian matou decapitou Dantinho com uma faca e ateou fogo à casa dele. O crime foi uma vingança por uma agressão que ocorreu um dia antes do assassinato.

De acordo com a polícia, antes de matar o idoso, Willian brutalizou totalmente o corpo da vítima. Após decapitá-lo, chegou a urinar na cabeça arrancada.

O chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Fabrício Dutra, disse que Willian aparentava estar orgulhoso de ter cometido o assassinato.

Ele ficou orgulhoso do que fez. É um indivíduo perigoso. Ele pensou, planejou, tem um perfil de extrema violência e frio, porque confessa com tranquilidade, até com uma certa glória”, afirmou Dutra.

A Polícia Civil explicou que Willian cometia furtos na região em que o assassinato foi cometido. Após um desses crimes, ele se escondeu em um imóvel que ficava dentro da propriedade de Dantinho, sem a autorização do idoso.

Ele foi acordado pelo idoso, que o expulsou do local agredindo Willian com um pedaço de madeira.

A partir daí, ao chegar em uma boca de fumo em Guarapari, Willian passou a ser alvo de deboche por traficantes e outros criminosos, que caçoavam dele por ter apanhado de um idoso e pior, um “jack”, palavra usada informalmente para denominar estupradores.

De acordo com Dutra, o fato de ter sido agredido por um suposto estuprador deixou o Willian revoltado.

Há mais de 50 anos, Dantinho foi envolvido na morte da menina Araceli Cabrera Sanchez, de 8 anos, assassinada em Vitória em 1973. Ele chegou a ser condenado, mas foi inocentado anos mais tarde.

“Quando ele volta para rua (lembrando que ele é usuário de substâncias), nos lugares onde foi, as pessoas começaram a fazer chacota com ele. A expressão que ele nos fala é ‘você tomou uma surra de um jack’. Ele ficou muito indignado por saber que a pessoa era um estuprador, ele não sabia do caso Araceli, mas aquilo ficou na cabeça dele”,explicou o delegado.

No dia 19 de janeiro, Willian voltou ao sítio de Dantinho Michelini, após cortar uma cerca da propriedade. Ele entrou na casa, onde encontrou o idoso preparando um pão com manteiga, usando uma faca.

Os dois começaram uma briga e o idoso foi imobilizado. De acordo com Willian, Dantinho ainda estava vivo no momento em que foi decapitado.

Folha Vitória

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