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Irmão afirma que objetos pessoais de professor morto em incêndio sumiram

Segundo o irmão do professor Ricardo da Costa, carteira, cartões bancários, além das chaves do apartamento e do carro não foram encontrados

Por Redação em 05/02/2026 às 17:00:17
Flávio da Costa, jornalista, irmão de Ricardo da Costa Foto: Reprodução/TV Vitória.

Flávio da Costa, jornalista, irmão de Ricardo da Costa Foto: Reprodução/TV Vitória.

O irmão do professor Ricardo André da Costa, morto em um incêndio na Praia do Morro, em Guaparari, na última terça-feira (3), disse nesta quinta (5) que objetos pessoais da vítima desapareceram após a morte e cobrou rigor nas investigações.

Segundo o jornalista Flávio da Costa, irmão da vítima, itens como carteira com documentos, cartões bancários, além das chaves do apartamento e do carro não foram encontrados. Ele defende que todos os indícios sejam apurados antes da conclusão do inquérito.

O corpo de Ricardo da Costa, 36 anos, foi velado na manhã desta quinta-feira (5), em Guarapari. Familiares, alunos e amigos estiveram no velório, realizado no bairro Aeroporto. O corpo foi sepultado à tarde, em um cemitério particular na mesma cidade.

Ricardo morreu em decorrência de um incêndio na cobertura onde morava com o companheiro, Henrique Simões, na Praia do Morro, na tarde de terça-feira (3). O professor foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros já sem vida no banheiro da suíte do imóvel. Henrique foi preso por homicídio qualificado.

O velório foi marcado por forte comoção. Diversas coroas de flores foram levadas ao local.

Família cobra rigor nas investigações

Familiares de Ricardo viajaram de Belo Horizonte (MG) para Guarapari para acompanhar o velório, cuidar dos trâmites legais e cobrar respostas sobre o caso. Em entrevista à TV Vitória, Flávio da Costa fez um apelo para que o caso não se torne apenas mais um número nas estatísticas da violência.

Pedimos às autoridades e à imprensa que não deixem essa história cair no esquecimento. A comoção demonstra o quanto o Ricardo era querido. Esperamos que a justiça seja feita.

Flávio da Costa, jornalista e irmão de Ricardo

Professor dedicado e referência para alunos e colegas

O diretor-geral do Ifes Centro-Serrano, Thiago Mello destacou que o nome de Ricardo estava na lista de docentes que retornariam às atividades nesta semana.

Nossa comunidade hoje do Centro Serrano, do Ifes, de maneira geral, chora. Nós estamos muito tristes porque ele era um professor extremamente dedicado, muito carinhoso com os alunos. Essa era a marca dele.

Thiago Mello, diretor-geral do Ifes Centro-Serrano

Segundo o diretor, a instituição decidiu decretar luto oficial, em respeito à memória e ao legado deixado pelo professor.

Além da atuação profissional, Ricardo também era lembrado pelas qualidades humanas.

“Ele espalhou leveza, amor, carinho e generosidade. Era um ser humano muito bondoso, sempre preocupado com as pessoas ao redor”, completou Thiago Mello.

Ricardo André da Costa tinha 36 anos, era economista e lecionava no Ifes Centro-Serrano, em Santa Maria de Jetibá.

Natural de Minas Gerais, mudou-se ainda criança para o Espírito Santo. Já adulto, escolheu Guarapari como cidade para viver.

Polícia trata incêndio como criminoso

A Polícia Civil aponta o companheiro de Ricardo, Henrique Simões, como o principal suspeito de ter provocado o incêndio. O caso passou a ser tratado como incêndio criminoso após o depoimento dele.

Segundo o relato, ao deixar o prédio em meio às chamas, o suspeito teria dito que discutiu com Ricardo, ateou fogo no colchão do quarto e empurrou a cama em direção à porta do banheiro, local onde a vítima estava.

Essas informações reforçaram a linha de investigação adotada pelos policiais. A Polícia Civil informou que Henrique foi autuado por homicídio qualificado praticado com emprego de fogo e meio que resultou em perigo comum.

A Polícia Civil informou que continua ouvindo testemunhas e aguarda os laudos periciais para concluir o inquérito.

*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos, com informações da repórter Ana Carolini Mota, da TV Vitória/Record

Fonte: Folha Vitória

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