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Canetas emagrecedoras vendidas de forma irregular nas redes sociais têm preocupado as autoridades do Espírito Santo. Segundo o Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-ES), os medicamentos injetáveis estão sendo divulgados com falsas promessas de emagrecimento rápido, fácil e sem riscos.
Ainda de acordo com o órgão, muitos anúncios não explicam a origem do produto e se são aprovados pela Anvisa, além de omitir possíveis efeitos colaterais.
Promessas de emagrecimento rápido, sem informações claras ou sem comprovação, podem ser consideradas propaganda enganosa. Essas práticas podem gerar fiscalizações e punições aos responsáveis.
Letícia Coelho Nogueira, diretora-geral do Procon-ES
As indicações das canetas são para o tratamento dodiabetestipo 2, deobesidadee desobrepesocom comorbidades associadas. Fazem parte dessa classe a semaglutida (Ozempic, Wegovy), a liraglutida (Saxenda) e a tirzepatida (Mounjaro).
Venda sem receita é ilegal
O uso desse tipo de medicamento deve ser indicado e acompanhado por um profissional de saúde. Além disso, a venda sem receita médica ou por meios não autorizados, como redes sociais e aplicativos de mensagens, é ilegal.
Por isso, o Procon-ES orienta que pessoas que vejam publicidades ilegais de canetas emagrecedoras denuncie acessando o site do instituto.
Cuidados ao adquirir medicamentos
O Procon-ES orienta os consumidores a:
Desconfiar de promessas de emagrecimento rápido ou “milagroso”;
Verificar se o medicamento é regularizado junto à Anvisa;
Não comprar medicamentos por redes sociais ou sites sem identificação clara do vendedor;
Exigir nota fiscal e informações completas sobre o produto.
Fonte: Folha Vitória