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Mulheres com lipedema poderão usar um aplicativo para registrar sintomas, acompanhar mudanças na rotina e organizar informações para levar às consultas médicas. O LipeGuide será apresentado no dia 14 de novembro, das 8h30 às 13h, no Instituto Lipelife, em Vitória.
Desenvolvida em português, a plataforma reúne recursos para registrar sinais e sintomas, além de conteúdos sobre alimentação e informações sobre a condição. A proposta é permitir que as pacientes mantenham um histórico entre as consultas e compartilhem esses dados com os profissionais responsáveis pelo acompanhamento.
Aplicativo reúne histórico de sintomas
O LipeGuide permite criar um diário da rotina e gerar relatórios com os registros feitos pela usuária. A ferramenta foi desenvolvida para auxiliar na organização dessas informações, mas não substitui a avaliação clínica nem o acompanhamento individualizado por profissionais de saúde.
A endocrinologista Lusanere Cruz e a fisioterapeuta Larissa Musso estão entre as profissionais envolvidas na apresentação da plataforma, que conta com o apoio do Instituto Lipelife.
“Faltava uma ferramenta para acompanhar a paciente também em casa, entre uma consulta e outra. Com o LipeGuide, ela pode registrar sinais e sintomas e reunir informações sobre como está se sentindo no dia a dia”, afirmou Lusanere.
Segundo a médica, os registros podem ser compartilhados com o profissional responsável pelo atendimento e ajudar a organizar o histórico da paciente durante as consultas.
A fisioterapeuta Larissa Musso também destacou a possibilidade de reunir informações sobre a rotina e os sintomas. “O LipeGuide reúne recursos que podem ajudar a mulher a acompanhar sua rotina, registrar o que sente e ter acesso a informações e orientações relacionadas ao lipedema”, disse.
A ideia de desenvolver a ferramenta surgiu da experiência pessoal de um profissional de tecnologia de São Paulo, cuja esposa convive com lipedema. Posteriormente, o projeto foi ampliado para atender outras mulheres.
O lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo anormal de tecido adiposo, principalmente nas pernas e, em alguns casos, nos braços. Entre os sintomas associados estão dor, sensibilidade ao toque, hematomas e sensação de peso. A condição também pode afetar a mobilidade e a qualidade de vida.
Um estudo publicado em 2022 no Jornal Vascular Brasileiro estimou que cerca de 8,8 milhões de brasileiras entre 18 e 69 anos apresentavam sintomas sugestivos de lipedema. O levantamento considera sinais da condição, e não diagnósticos confirmados.
*Texto sob supervisão da editora Maeli Radis.
Fonte: Folha Vitória