Quando Carolina Dieckmann compartilhou nas redes sociais que havia realizado uma radiofrequência monopolar, o procedimento ganhou atenção do grande público. A atriz, aos 47 anos, foi direta sobre o que buscava: preservação, não transformação.
E o tratamento que ela escolheu é exatamente sobre isso, estimular o próprio corpo a se regenerar, sem intervenção cirúrgica.
O que é a radiofrequência monopolar e como ela age na pele?
A radiofrequência monopolar é uma tecnologia que utiliza uma placa acoplada ao corpo para conduzir energia e promover um aquecimento uniforme em toda a extensão tratada, rosto, pescoço, colo, abdômen, bumbum, joelhos. Diferente de outras modalidades, ela aquece de forma homogênea toda a camada dérmica, onde está o colágeno mais superficial.
O aquecimento gera uma energia que faz as fibras contraírem, como um bife numa frigideira que vai encolhendo conforme aquece. Esse processo imediato de retração das fibras é o que dá aquela sensação de pele mais “coladinha” logo após o procedimento.
Mas o efeito vai além do imediato. O organismo interpreta esse aquecimento como um estresse e responde enviando células regeneradoras para a região. É aí que começa a produção de novas fibras de colágeno, a remodelação do tecido. Esse processo fica ativado por mais ou menos três a seis meses.
Quais resultados esperar e em quanto tempo?
Os resultados têm duas fases. A primeira é imediata, logo após o procedimento, a pele já apresenta aquela aparência mais firme e compacta, resultado da retração das fibras. A segunda é progressiva, ao longo dos meses seguintes, o novo colágeno produzido vai melhorando a textura, a firmeza e o contorno da pele de forma gradual e natural.
O resultado começa no primeiro dia, mas continua sendo construído ao longo do tempo, nos próximos três a seis meses
Para quem é indicado? Existe uma faixa etária ideal?
O perfil mais indicado é o de pacientes com flacidez de pele, pele com textura irregular, sensação de pele solta ou envelhecida. Não existe uma faixa etária ideal para começar.
Hoje a gente vê até pessoas muito novas com flacidez intensa por causa do emagrecimento rápido que já tem indicação de fazer o tratamento com a radiofrequência monopolar. O critério para indicação não é a idade, é a necessidade de cada pele.
Pessoas com marcapasso e gestantes não devem realizar o procedimento. A avaliação médica prévia é indispensável para verificar se há outras condições que contraindiquem o tratamento.
A radiofrequência monopolar não causa queimaduras na camada superficial da pele, pois ela atua diretamente na derme, ultrapassando a camada córnea de forma segura. O paciente pode retornar às atividades normais no mesmo dia. É um procedimento seguro.
Quantas sessões são necessárias?
Depende da necessidade de cada paciente.
As sessões podem ser espaçadas de quatro em quatro meses, semestralmente ou anualmente e são indicadas de acordo com a necessidade de cada paciente e o tratamento deve ser pensado como parte de uma rotina de cuidados contínuos, não como uma solução pontual.
É possível combinar com outros procedimentos?
Sim. e a combinação potencializa muito os resultados. A radiofrequência monopolar atua na camada mais superficial da derme.
Quando associada ao ultrassom microfocado, que trabalha na camada muscular e de gordura, e complementada por tecnologias a laser ou drug delivery de medicamentos na camada córnea, o resultado é um tratamento em camadas completo, que aborda toda a estrutura da pele.
A associação dos tratamentos traz os melhores resultados: mais visíveis, mais palpáveis e mais duradouros. Nunca um tratamento isolado vai ter um resultado igual ao de um protocolo combinado e personalizado.
Por que o interesse nesse procedimento está crescendo?
A resposta está em uma mudança de mentalidade. O que vem impulsionando esse interesse é a busca pela longevidade, pelo entendimento de que a pele é um órgão que deve ser cuidado e preservado desde cedo.
Não deixar para cuidar só quando o dano já está instalado, porque aí os recursos que vão ser necessários são muito maiores.”
A medicina estética está avançando cada vez mais no sentido de associar tecnologia e naturalidade: menos intervenção, mais inteligência. E a radiofrequência monopolar é um dos símbolos dessa tendência.
Folha Vitória