Lula durante pronunciamento de 7 de Setembro. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em pronunciamento pelo 7 de Setembro transmitido neste domingo (6), que o Brasil não é e não será “colônia de ninguém”. A declaração ocorre em meio às tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Em rede nacional de rádio e televisão, Lula defendeu o livre comércio e rejeitou interferências estrangeiras nas relações comerciais do país.
“Não seremos colônia de ninguém”, afirmou o presidente.
Lula também declarou que nenhum país estrangeiro tem o direito de determinar com quem o Brasil pode negociar.
“Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém”, disse.
Lula cita terras raras, água doce e petróleo
Durante o pronunciamento, o presidente também citou as reservas de terras raras, a água doce e uma nova reserva de petróleo como riquezas que, segundo ele, devem ser utilizadas em benefício do futuro do país.
Lula afirmou que esses recursos precisam gerar tecnologia e empregos de qualidade para os brasileiros.
O presidente associou a defesa dessas riquezas à necessidade de impedir que o país volte a depender de outras potências.
“Precisamos nos manter fortes e altivos, sem baixar a cabeça, para não deixarmos que o Brasil se transforme, novamente, em colônia de outras potências estrangeiras”, afirmou.
Lula também mencionou a aprovação, pelo Senado, do projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
A proposta prevê a criação de um fundo garantidor para projetos do setor, além de crédito tributário de R$ 5 bilhões para incentivar o processamento de minérios no país.
O pronunciamento foi transmitido após autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na sexta-feira, o ministro Kassio Nunes Marques decidiu que a mensagem tem interesse público em razão do significado histórico e institucional do 7 de Setembro.
Fonte: Folha Vitória