Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, revelou detalhes de sua atuação para impedir uma tentativa de golpe de Estado após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2022.
Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Baptista Junior afirmou que decidiu registrar sua versão dos acontecimentos no livro Eu Disse Não! – Uma Trincheira Antigolpista, que será lançado no dia 15 de setembro. Segundo ele, a obra tem o objetivo de contribuir para que episódios semelhantes não voltem a acontecer no país.
O militar também afirmou que, apesar das provas apresentadas durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, uma parcela significativa da população ainda não reconhece que houve uma tentativa de ruptura institucional.
“Manter no poder alguém que perdeu uma eleição é um golpe de Estado”, afirmou Baptista Junior ao jornal britânico.
Segundo o ex-comandante da Aeronáutica, Bolsonaro pode ainda não aceitar o resultado das eleições de 2022.
Ex-comandante ficou à frente da FAB até 2023
Baptista Junior assumiu o comando da Força Aérea Brasileira em abril de 2021, durante o governo Bolsonaro. Ele permaneceu no cargo até janeiro de 2023, após a mudança de governo.
Durante o período que antecedeu a posse de Lula, o então comandante da FAB esteve entre os integrantes das Forças Armadas que se posicionaram contra medidas que pudessem resultar na ruptura da ordem democrática.
Na entrevista, Baptista Junior destacou a importância de preservar o registro histórico dos acontecimentos. Para ele, deixar documentada a atuação de integrantes das Forças Armadas durante aquele período pode ajudar a evitar novas tentativas de ruptura institucional.
O livro Eu Disse Não! – Uma Trincheira Antigolpista será lançado em 15 de setembro e reúne o relato do ex-comandante sobre os episódios que marcaram o período posterior às eleições de 2022.
Fonte: Folha Vitória