A Federação de Futebol do Estado do Espírito Santo (FES) realizou, na noite de quinta-feira (20), uma palestra para membros do quadro móvel e colaboradores da entidade, em sua sede, em Vitória. Com o tema “A Mente em Jogo: Comunicação e trabalho em equipe em instituições esportivas”, a palestra foi conduzida pelo psicólogo esportivo João Vitor Pazini, que também é professor de psicologia nos cursos de arbitragem da FES.
Entre os pontos tratados pelo palestrante, estão o trabalho em equipe e os pilares da Comunicação Institucional: escuta ativa, assertividade e segurança psicológica.
“A ideia foi abordar questões que tenham a ver com trabalho em equipe. Algumas questões institucionais, de organizações, precisam ser pensadas como a gente pensa o trabalho com os atletas. A performance dos atletas e dos trabalhadores, enquanto instituição, têm muitas coisas parecidas. A gente consegue aprender muitas coisas que os atletas fazem, para que a gente traga para o contexto coorporativo e aperfeiçoar as características individuais de cada um e o trabalho coletivo como um todo. Enquanto os atletas têm a função de jogar, a instituição tem a função de preparar o campo, o estádio, todo ambiente para que o jogo possa acontecer. Então, a gente entende que a equipe da federação, esse staff, também joga o futebol, mas numa função diferente”, explica João Vitor.
A conversa também abordou os principais desafios enfrentados por esses profissionais, antes e durante as partidas, e como lidar com esses momentos. Os profissionais do quadro móvel são responsáveis, por exemplo, por auxiliar a chegada das equipes, checar o contingente policial, verificar a estrutura das ambulâncias, trabalhar para a pontualidade das partidas, calcular público e renda dos jogos, entre outras tarefas.
“Pensamos como a gente deve fazer um trabalho coletivo. Como que a comunicação, de forma bem trabalhada, e essa noção de como eu posso, junto com meu companheiro do lado, pensar uma forma de solucionar problemas, contribui para que a gente possa distribuir os pesos. São responsabilidades muito grandes, mas quando a gente trabalha coletivamente, não fica só no colo de um ou de outro. A gente consegue junto ter mais material humano para pensar as coisas de forma mais fácil e distribuir responsabilidades, se sentindo mais confiantes e tomando decisões nesses momentos críticos”, conclui o psicólogo.
Portal Fuebol Capixaba