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Polícia

Advogados investigados por elo com PCV vão para presídios após decisão da Justiça no ES

A Justiça revogou a prisão domiciliar de três advogados investigados na Operação Telic


Imagem: Reprodução/TV Vitória

Três advogados que estavam em prisão domiciliar tiveram a medida revogada pela Justiça e foram levados para presídios do Espírito Santo na sexta-feira (21). Eles são investigados por suposto envolvimento com o Primeiro Comando de Vitória (PCV) em um processo decorrente da Operação Telic.

Procurada pelo Folha Vitória, a Secretaria da Justiça do Espírito Santo (Sejus) confirmou que Bárbara Bastos Rodrigues, Vinicius Bastos Rodrigues e Arlis Schmidt deram entrada no sistema prisional. As prisões aconteceram durante uma operação realizada em Vila Velha e na Serra, na Grande Vitória.

Segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), os advogados são suspeitos de participar de um esquema de intermediação de conversas entre pessoas presas pelo crime de tráfico de drogas e integrantes da facção criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV) que estavam fora das unidades prisionais.

Dois mandados foram cumpridos em Vila Velha, sendo um no Balneário de Ponta da Fruta e outro em Boa Vista. O terceiro suspeito foi localizado em Porto Canoa, na Serra. Bárbara foi encaminhada para o Centro Prisional Feminino de Cariacica, enquanto Vinicius e Arlis deram entrada na Penitenciária de Segurança Média.

Após as prisões, os três foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) para realização de exame de corpo de delito. Durante a noite, houve movimentação de viaturas policiais nas regiões onde os mandados foram cumpridos.

Os advogados dos três suspeitos estiveram no IML, mas preferiram não falar com a imprensa. A reportagem também procurou a OAB-ES para comentar o caso, mas não havia recebido resposta até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação.

Entenda o caso que levou os advogados à prisão

Os três advogados já eram investigados na Operação Telic, do MPES, que apurou uma suposta atuação de agentes públicos e advogados em favor da facção criminosa na região da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha.

Segundo a investigação, integrantes do PCV dariam ordens de dentro de presídios, enquanto familiares e advogados fariam a intermediação das mensagens para integrantes do grupo que estavam em liberdade.

Na terceira fase da operação, nove pessoas foram presas, entre elas três advogados e três guardas municipais.

Bárbara é esposa de Iuri de Souza Silva, ex-comandante da Guarda Muncipal de Vila Velha. Ele também presodurante a terceira fase da Operação Telic.

*Com informações da repórter Jaqueline Vianna, da TV Vitória/TV Record.

Folha Vitória

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