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Óculos Meta: como a tecnologia pode ajudar pessoas com baixa visão

Óculos inteligentes da Meta usam câmera, IA e áudio para ajudar pessoas cegas ou com baixa visão a identificar objetos e informações

Por Redação em 20/08/2026 às 13:00:24
Imagem de halayalex no Magnific

Imagem de halayalex no Magnific

Os óculos inteligentes da Meta, desenvolvidos em parceria com a Ray-Ban, estão deixando de ser apenas um acessório tecnológico para ganhar espaço também como ferramenta de acessibilidade. Equipados com câmera, microfones, alto-falantes e inteligência artificial, os óculos permitem que o usuário interaja com o ambiente sem precisar recorrer constantemente ao celular.

Entre os recursos estão fotografar e gravar vídeos, fazer chamadas, ouvir música, enviar mensagens, traduzir falas e utilizar a inteligência artificial para obter informações sobre aquilo que está diante do usuário. A tecnologia de interação por voz e o formato mãos-livres podem ser especialmente interessantes para pessoas com deficiência visual ou baixa visão.

Como os óculos podem ajudar pessoas com baixa visão?

Para quem apresenta baixa visão, atividades aparentemente simples podem exigir esforço adicional, como identificar objetos, ler determinadas informações, reconhecer produtos ou compreender o que está acontecendo ao redor.

Nesse contexto, os óculos podem funcionar como uma espécie de assistente visual por inteligência artificial. Por meio da câmera, o sistema consegue analisar o ambiente e fornecer descrições por áudio. A Meta também desenvolveu recursos que permitem configurar respostas mais detalhadas sobre aquilo que está à frente do usuário.

Isso pode contribuir para aumentar a autonomia em situações do cotidiano, como identificar objetos, compreender informações visuais, reconhecer ambientes e obter auxílio durante deslocamentos.

Assistência em tempo real

Uma das funcionalidades de maior potencial para pessoas cegas ou com baixa visão é a integração com o Be My Eyes, plataforma que conecta usuários a voluntários videntes.

Com os óculos, a pessoa pode solicitar ajuda por comando de voz e estabelecer uma chamada de vídeo com um voluntário, que consegue visualizar o que está diante da câmera e orientar o usuário em determinada tarefa.

A ferramenta pode ser utilizada, por exemplo, para auxiliar na leitura de uma embalagem, identificar uma peça de roupa, compreender uma informação escrita ou realizar uma tarefa que dependa de percepção visual.

Em 2026, a integração foi ampliada para permitir também conexões, por voz, com familiares, amigos e serviços de atendimento de empresas, tornando o recurso ainda mais abrangente para pessoas cegas ou com baixa visão.

Mais autonomia e menos dependência do celular

Uma das grandes vantagens dos óculos é justamente o fato de a tecnologia estar incorporada ao próprio campo de visão e poder ser acionada por voz.

Para uma pessoa com baixa visão, isso significa que determinadas tarefas podem ser realizadas sem a necessidade de localizar e manipular constantemente um smartphone. O usuário pode permanecer com as mãos livres enquanto recebe informações por áudio.

A tecnologia também pode ser útil para pessoas que apresentam diferentes graus de deficiência visual, desde que os recursos sejam compatíveis com suas necessidades e limitações.

Tecnologia assistiva, mas não tratamento oftalmológico

Apesar do potencial, é importante esclarecer que os óculos Meta não tratam a baixa visão e não recuperam a visão perdida. Eles funcionam como uma ferramenta de tecnologia assistiva, utilizando recursos de câmera, inteligência artificial e áudio para transformar informações visuais em informações acessíveis ao usuário.

A indicação e a adaptação devem considerar as necessidades individuais. Pessoas com baixa visão podem se beneficiar de diferentes recursos de reabilitação visual, como lupas, dispositivos eletrônicos, treinamento de orientação e mobilidade e outras tecnologias assistivas.

Os óculos inteligentes podem fazer parte desse conjunto, mas não substituem o acompanhamento oftalmológico nem os programas de reabilitação visual.

Um novo caminho para a acessibilidade

A utilização de inteligência artificial em dispositivos vestíveis abre uma nova possibilidade para pessoas com deficiência visual: transformar informações que antes dependiam exclusivamente da visão em descrições acessíveis por áudio.

Mais do que oferecer praticidade, a tecnologia pode representar maior autonomia, independência e participação em atividades do cotidiano.

À medida que os recursos de inteligência artificial evoluem, a tendência é que os óculos inteligentes consigam compreender ambientes e situações de maneira cada vez mais sofisticada. Para a oftalmologia, esse avanço representa uma oportunidade importante de aproximar tecnologia e reabilitação visual.

No entanto, é fundamental lembrar que a tecnologia deve ser encarada como uma aliada. O diagnóstico da causa da baixa visão, o acompanhamento médico e a reabilitação visual continuam sendo essenciais para preservar a funcionalidade e a qualidade de vida do paciente.

Fonte: Folha Vitória

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