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A Prefeitura de Boa Esperança, no Noroeste do Espírito Santo, confirmou nesta segunda-feira (3) uma morte por febre maculosa. A informação foi divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde, que informou ter iniciado as providências para investigação epidemiológica.
O caso confirmado ocorre em um cenário de alerta no Espírito Santo. Em 2026, até esta quinta-feira (13), foram confirmados 20 casos de febre maculosa no Estado, com 12 mortes registradas.
Segundo a prefeitura, equipes da Vigilância em Saúde estão realizando o levantamento das informações e adotando as medidas previstas nos protocolos de vigilância e prevenção da doença.
Diante da situação, o município de Boa Esperança também informou que mantém contato com os órgãos competentes e acompanha a situação.
Por respeito aos familiares e para preservar os dados pessoais, a identidade da vítima e outras informações que possam permitir sua identificação não foram divulgadas. Veja o comunicado:
Segundo o Ministério da Saúde, a febre maculosa é uma doença infecciosa, febril aguda e de gravidade variável. Ela pode apresentar desde quadros leves e atípicos até formas graves, com elevada taxa de letalidade.
A doença é causada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida pela picada de carrapatos infectados. No Brasil, duas espécies de riquétsias estão associadas a quadros clínicos da doença.
A Rickettsia rickettsii provoca a chamada Febre Maculosa Brasileira, considerada a forma grave da doença e registrada principalmente na Região Sudeste e no norte do Paraná.
Já a Rickettsia parkeri está associada a ambientes de Mata Atlântica e costuma provocar quadros clínicos menos graves.
Os primeiros sinais da febre maculosa podem ser semelhantes aos de outras doenças, o que pode dificultar o diagnóstico nos primeiros dias.
Entre os principais sintomas estão:
Inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e plantas dos pés.
Em casos graves, a doença pode provocar complicações como gangrena e paralisia dos membros, que pode evoluir para insuficiência respiratória.
Tratamento contra febre maculosa é oferecido pelo SUS
O Ministério da Saúde alerta que o tratamento precoce é fundamental para evitar o agravamento da doença e a morte.
O tratamento está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é feito com antibiótico específico. Em alguns casos, pode ser necessária internação.
Por isso, diante de sintomas compatíveis, especialmente após contato com áreas de mata, florestas, fazendas, trilhas ou locais com presença de carrapatos, é importante procurar atendimento médico o quanto antes.
A principal forma de prevenção é evitar o contato com carrapatos, principalmente em áreas de vegetação e locais onde esses animais possam estar presentes.
O Ministério da Saúde recomenda:
Usar roupas claras, que facilitam a identificação de carrapatos;
Vestir calças, botas e blusas de mangas compridas em áreas arborizadas e com vegetação;
Evitar locais com grama ou vegetação alta;
Utilizar repelentes adequados;
Verificar o corpo e os animais de estimação após a exposição a áreas de risco.
Caso um carrapato esteja preso à pele, ele deve ser retirado com uma pinça, de forma cuidadosa e firme, sem apertá-lo ou esmagá-lo. Depois da retirada, a região deve ser higienizada com álcool, água e sabão.
Fonte: Folha Vitória