Luan Cleto tinha diversas passagens pela polícia e morreu no confronto com a PM Segundo o comandante, o policial que acompanhava Carvalho e atirou contra Luan está recebendo acompanhamento e apoio psi
O comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), Ríodo Rubim, criticou nesta segunda-feira (17) o fato de Luan de Oliveira Cleto, de 25 anos, estar em liberdade mesmo sendo foragido da Justiça. Luan é apontado como criminoso que matou o soldado Paulo Henrique Carvalho Faccin, de 28 anos. Para o comandante, o homem não deveria estar nas ruas e acabou se envolvendo em uma ocorrência que terminou com a morte de um policial.
O confronto aconteceu no sábado (15), no bairro São Luiz Gonzaga, em Cachoeiro de Itapemirim. Durante a abordagem, segundo a PM,ES Luan entrou em luta corporal com os policiais, tomou a arma do soldado Paulo Henrique e atirou contra ele. O militar foi atingido na cabeça, socorrido e levado ao hospital, mas morreu ao chegar à unidade. Luan também foi baleado pelo outro policial que participava da ação e morreu no local.
Em entrevista nesta segunda, o comandante afirmou que, na avaliação da PM, Luan não deveria estar em liberdade.
“No nosso entendimento ele não deveria sequer estar nas ruas. A gente habitualmente prende pessoas nas ruas que são contumazes no cometimento de crimes, ele com quase 20 passagens, pelos mais diversos crimes, inclusive quando menor resistiu a uma ação policial. Ele foi foragido em 2022, foi recapturado e dois anos depois foi beneficiado com uma saída. A gente entende que ele não deveria estar nas ruas, mas é o contexto que a gente convive. Infelizmente perdemos um colega de farda”, disse.
Segundo o comandante, o policial que acompanhava Carvalho e atirou contra Luan está recebendo acompanhamento e apoio psicológico após a ocorrência. As circunstâncias do confronto continuam sendo investigadas.
“O fato é que nada traz a vida do nosso colega de volta”, afirmou Rubim.
Como aconteceu a abordagem
Segundo a Polícia Militar, Carvalho e o soldado Grola trabalhavam quando receberam a informação de que Luan, que estava foragido do sistema prisional, estaria na Rua Olavo Bilac, no bairro Gonzaga.
Os dois policiais foram até o endereço e encontraram um homem que correspondia à descrição. Durante a tentativa de abordagem, Luan teria reagido e entrado em luta corporal com os militares. Na confusão, Luan conseguiu pegar a arma de Carvalho e fez dois disparos contra o soldado, atingindo-o gravemente.
Depois, o suspeito fugiu levando a arma do policial e, segundo a corporação, atirou várias vezes contra o soldado Grola.
O militar reagiu e atingiu Luan. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas Luan morreu no local.
Carvalho foi socorrido e levado para a Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim, mas também não resistiu aos ferimentos.
Soldado foi enterrado em Cachoeiro
Paulo Henrique Carvalho Faccin, de 28 anos, era lotado no 9º Batalhão da Polícia Militar e havia se formado na turma do Curso de Formação de Soldados (CFSd) de 2024.
Sob forte emoção e homenagens, o policial foi velado e enterrado neste domingo (16), em Cachoeiro de Itapemirim. O corpo do soldado foi levado em cortejo que passou por várias ruas da cidade, comovendo moradores.
Após a morte do soldado, o Governo do Espírito Santo decretou luto oficial de três dias. O caso segue sob investigação.
Fonte: ES HOJE