Setor de rochas brasileiras busca fortalecer relações no mercado internacional. Foto: Centrorochas/Divulgação
O setor de rochas naturais está entre os 29 setores brasileiros mais afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos. Nesse sentido, deverá ampliar a busca por novos mercados internacionais após o lançamento do Plano de Diversificação de Exportações: + Caminhos + Negócios, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
Anunciado em 11 de agosto, em São Paulo, o plano prevê R$ 210 milhões em investimentos nos próximos 12 meses para apoiar os 29 setores.
A estratégia ganha importância diante da forte concentração das exportações brasileiras no mercado norte-americano. De acordo com a Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas), 73% das vendas externas brasileiras de chapas e produtos semimanufaturados do setor têm os Estados Unidos como destino.
A proposta, porém, não prevê abandonar o mercado americano. A intenção é manter e fortalecer a presença brasileira nos Estados Unidos enquanto novas oportunidades são buscadas em outros países.
Europa, Oriente Médio e Ásia estão entre os alvos
A diversificação já vinha sendo trabalhada pela Centrorochas e pela ApexBrasil por meio do projeto setorial It’s Natural – Brazilian Natural Stone, que reúne ações de promoção comercial, estudos de mercado e missões para identificar novos destinos para as empresas brasileiras.
Com o novo cenário tarifário, a associação protocolou junto à ApexBrasil uma proposta de ações complementares para acelerar esse processo.
O planejamento está dividido em cinco frentes:
consolidação da atuação comercial na Europa;
fortalecimento da presença institucional no Oriente Médio;
ampliação do relacionamento comercial na Ásia;
atração de novos compradores internacionais para o Brasil;
geração de inteligência sobre os possíveis impactos do acordo entre Mercosul e União Europeia.
Segundo o vice-presidente da Centrorochas, Fábio Cruz, o mercado dos Estados Unidos continua sendo estratégico para o setor.
Os Estados Unidos continuam sendo fundamentais para o nosso setor e não vamos deixar de trabalhar aquele mercado. Seguiremos atuando para preservar e ampliar nosso espaço por lá, ao mesmo tempo em que aceleramos a construção de uma base internacional mais diversificada e resiliente.
Fábio Cruz, vice-presidente da Centrorochas
Logística entra na estratégia
Além de identificar países com potencial de compra, o setor defende que considerem as condições logísticas na escolha dos novos mercados.
Durante o lançamento do plano, Cruz destacou a necessidade de avaliar a competitividade dos produtos brasileiros em cada destino, considerando também rotas disponíveis, frequência de transporte e custos logísticos.
A avaliação busca evitar que um mercado seja considerado apenas pelo potencial de demanda, sem levar em conta a capacidade de as empresas brasileiras atenderem aos compradores de forma competitiva.
A discussão ocorre em um momento de mudanças nas cadeias globais de suprimentos e está pela ApexBrasil como uma das questões relevantes para a estratégia de diversificação das exportações.
Setor de rochas no Espírito Santo
O Espírito Santo tem participação relevante na cadeia brasileira de rochas ornamentais. Com produção, beneficiamento e exportação concentrados principalmente no município de Cachoeiro de Itapemirim e região.
Sendo assim, o Estado também abriga empresas que participam do comércio internacional de pedras naturais, especialmente de mármore e granito.
Fonte: Folha Vitoria