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Saúde

Menopausa aumenta risco de infarto e AVC; veja 7 cuidados para proteger o coração

Queda do estrogênio favorece pressão alta, colesterol elevado e gordura abdominal


Foto: Canva

A prevenção de doenças vasculares e a importância de hábitos que favoreçam a saúde da circulação é debatido neste mês, conhecido como Agosto Azul e Vermelho.

Esse cuidado com o sistema vascular merece atenção especial das mulheres, especialmente após os 40 anos ou durante a menopausa, período em que a queda dos níveis de estrogênio está associada ao aumento do risco cardiovascular.

Durante esta fase, tornam-se frequentes alterações como elevação da pressão arterial, aumento do colesterol e maior propensão ao acúmulo de gordura abdominal, fatores que podem favorecer infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Especialistas listam sete cuidados importantes para essa fase da vida.

Menopausa também muda a saúde do coração

A menopausa costuma ser associada apenas a ondas de calor e alterações hormonais. Mas a fase também representa mudança na proteção cardiovascular, já que a redução do estrogênio favorece alterações metabólicas de forma silenciosa.

O estrogênio exerce um papel protetor no sistema cardiovascular feminino. Quando ocorre a redução desse hormônio, principalmente após a menopausa, a mulher passa a perder parte dessa proteção natural e fica mais vulnerável a alterações metabólicas que aumentam o risco de doenças cardiovasculares.

Patrícia Gracitelli, endocrinologista.

Não espere sintomas para cuidar da saúde vascular

As doenças que acometem artérias e veias costumam evoluir lentamente. Segundo a cirurgiã vascular Nayara Cioffi Batagini, os sintomas muitas vezes só aparecem quando a doença já está avançada.

“Grande parte das doenças vasculares apresenta evolução lenta e silenciosa. Controlar os fatores de risco e manter acompanhamento médico quando necessário é a melhor forma de evitar complicações futuras”, explica.

Acompanhamento médico durante o climatério

A transição para a menopausa é um momento importante para revisar a saúde como um todo. Exames laboratoriais e avaliação clínica permitem identificar precocemente alterações que aumentam o risco cardiovascular.

“O check-up endocrinológico permite acompanhar como o organismo está respondendo às mudanças hormonais. Pequenas alterações identificadas precocemente podem ser controladas com mudanças no estilo de vida e, quando necessário, tratamento adequado”, diz Gracitelli.

Sinais que podem indicar trombose

A trombose venosa profunda exige avaliação médica imediata para evitar complicações graves, como a embolia pulmonar.

Os sinais mais comuns são inchaço em apenas uma perna, dor, aumento da temperatura local, vermelhidão ou mudança na coloração da pele. Diante desses sintomas, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente.

Nayara Cioffi Batagini, cirurgiã vascular.

Após a menopausa, o risco cardiovascular da mulher se aproxima do observado entre os homens. Por isso, controlar pressão arterial, colesterol, glicemia e peso corporal se torna ainda mais importante nessa fase.

“Existe uma falsa sensação de que a mulher está protegida contra infarto e AVC, mas essa proteção diminui com a queda do estrogênio. Depois da menopausa, as doenças cardiovasculares passam a representar uma das principais causas de morte entre mulheres”, afirma Gracitelli.

Hábitos que favorecem a circulação sanguínea

A prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle do peso, abandono do cigarro e cuidados durante viagens prolongadas ajudam a preservar a circulação. Segundo Batagini, essas medidas reduzem significativamente o risco de doenças vasculares ao longo da vida.

“Os vasos sanguíneos refletem diretamente nossos hábitos de vida. Pequenas mudanças na rotina podem fazer uma enorme diferença na prevenção de doenças graves e na preservação da qualidade de vida”, diz a cirurgiã vascular.

Plano de prevenção individualizado

Nem toda mulher precisa fazer reposição hormonal, assim como nem todas apresentam os mesmos fatores de risco cardiovasculares. Por isso, o acompanhamento especializado permite definir estratégias personalizadas para cada fase da vida.

“A reposição hormonal não deve ser utilizada como uma fórmula única para todas as mulheres. A decisão depende da idade, do momento da menopausa, dos sintomas, do histórico pessoal e dos riscos individuais de cada paciente”, diz Gracitelli.

As especialistas reforçam que o envelhecimento não precisa ser sinônimo de perda de qualidade de vida. Com acompanhamento médico, diagnóstico precoce e hábitos saudáveis, é possível reduzir o risco de doenças cardiovasculares e vasculares.

Folha Vitória

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