Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Moradores do Espírito Santo podem receber, até novembro, a visita de agentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para participar da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2026.
No Estado, cerca de 5,2 mil entrevistas serão realizadas para levantar informações que vão subsidiar políticas públicas voltadas à saúde.
A coleta de dados começou no dia 7 de julho e segue até novembro. Durante esse período, Agentes de Pesquisa e Mapeamento (APM) visitarão domicílios selecionados em diferentes municípios capixabas.
A Pesquisa Nacional de Saúde está na terceira edição e é considerada uma das principais fontes de informações sobre as condições de saúde da população brasileira. Os dados coletados auxiliam no planejamento, acompanhamento e avaliação de políticas públicas, além de contribuir para estudos e pesquisas.
Os entrevistadores estarão identificados com crachá, uniforme e equipamentos oficiais do IBGE. Os moradores também podem confirmar a identidade do servidor por meio do site “Respondendo ao IBGE” ou pelo telefone 0800 721 8181.
Coleta de sangue e urina será realizada na Grande Vitória
Pela primeira vez, a Pesquisa Nacional de Saúde contará com a coleta de biomarcadores. Entre julho e outubro, uma parte dos moradores da Grande Vitória será convidada a participar da coleta domiciliar de sangue e urina.
Os exames permitirão produzir indicadores sobre doenças crônicas, fatores metabólicos, função renal, exposição a contaminantes ambientais e outros agravos à saúde.
Além disso, participantes selecionados em todo o ES também passarão por aferições de pressão arterial, peso e altura durante a visita dos agentes. Os resultados dos exames serão entregues gratuitamente aos participantes.
Dados ajudam na criação de políticas públicas
Segundo o coordenador da PNS 2026, Ilmar Moreira, a participação da população é essencial para atualizar o panorama da saúde no Brasil.
“Por meio da PNS 2026, será feito o levantamento de importantes pontos como o número de pessoas que receberam diagnóstico de diabetes, depressão; a condição a que pessoas idosas estão submetidas; a utilização de remédios de uso contínuo; o acesso a exames para a saúde da mulher; sedentarismo; castração de pets, dentre outros”, disse Ilmar.
Esses dados servirão de base para que gestores públicos definam prioridades e direcionem investimentos em ações e políticas de saúde.
Fonte: Folha Vitória