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*Artigo escrito por Adilson Pacheco, sócio-fundador e diretor comercial do Clube Pres
Durante muito tempo, salário era o principal argumento na disputa por profissionais. Hoje, essa conta mudou. Em um mercado cada vez mais competitivo, os benefícios passaram a pesar na decisão de aceitar uma vaga, permanecer em uma empresa e construir uma carreira.
Para as empresas, também deixaram de ser um diferencial para se tornarem parte da estratégia de gestão de pessoas. É nesse contexto que as Convenções Coletivas de Trabalho ganham um papel que nem sempre recebe a atenção que merece.
Quando ouvimos falar em convenção coletiva, normalmente pensamos em reajuste salarial, jornada ou piso da categoria.
Mas elas também podem estabelecer benefícios específicos para determinados segmentos, como plano de saúde, seguro de vida, assistência odontológica e outros mecanismos de proteção ao trabalhador.
São condições negociadas entre representantes dos trabalhadores e das empresas para atender às necessidades de cada atividade econômica.
Na prática, isso significa criar regras mais claras e ampliar o acesso a benefícios que muitas empresas, principalmente as pequenas e médias, teriam dificuldade de oferecer sozinhas.
A negociação coletiva traz escala, previsibilidade e segurança jurídica, permitindo que categorias inteiras tenham acesso a soluções estruturadas e adequadas à sua realidade.
Esse movimento já acontece em diversos setores da economia capixaba.
Segmentos como comércio de bens e serviços, farmácias, indústria alimentícia e prestação de serviços possuem convenções que preveem benefícios para seus trabalhadores, fortalecendo tanto as empresas quanto as categorias representadas.
Quando uma convenção coletiva é bem construída, todos ganham. O trabalhador passa a contar com uma rede maior de proteção e qualidade de vida. A empresa fortalece sua capacidade de atrair e reter talentos, reduz inseguranças no cumprimento das obrigações da categoria e cria um ambiente de trabalho mais competitivo.
No fim das contas, convenções coletivas não são apenas instrumentos para definir regras trabalhistas.
Elas também são ferramentas para construir relações de trabalho mais equilibradas e preparar empresas e trabalhadores para um mercado que valoriza, cada vez mais, o cuidado com as pessoas.
Fonte: Folha Vitória