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Menopausa e andropausa podem causar queda de cabelo e calvície; entenda

A menopausa e a andropausa podem alterar o ciclo de crescimento dos fios e acelerar a queda de cabelo

Por Redação em 28/07/2026 às 21:00:20
Imagem: Magnific

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A queda de cabelo costuma ser associada ao estresse, à genética ou à falta de vitaminas. No entanto, as alterações hormonais que acompanham o envelhecimento também têm um papel importante nesse processo.

A menopausa nas mulheres e a andropausa nos homens causam a redução dos hormônios sexuais, o que pode alterar o ciclo de crescimento dos fios, favorecer o afinamento capilar e acelerar a calvície em pessoas predispostas.

A menopausa e a andropausa representam períodos de intensa adaptação hormonal. Essas mudanças podem alterar o ciclo de crescimento dos fios, reduzindo sua espessura e aumentando a queda. Muitas vezes existe um componente hormonal que precisa ser investigado

Renata Melo, médica especialista em tratamentos capilares clínicos

O efeito das alterações hormonais

Segundo Renata Melo, médica especialista em tratamentos capilares clínicos, nas mulheres, a menopausa reduz a produção de estrogênio e progesterona, hormônios que ajudam a proteger os folículos capilares da ação dos andrógenos.

Com isso, os fios tendem a ficar mais finos, quebradiços e menos densos, principalmente na região central do couro cabeludo.

Já no caso dos homens, a queda gradual da testosterona não impede a progressão da calvície.

Isso porque a alopecia androgenética continua sendo influenciada pela ação do DHT (di-hidrotestosterona), um derivado da testosterona que promove a miniaturização dos folículos em pessoas geneticamente predispostas.

Queda de cabelo e calvície não são a mesma coisa

Embora sejam frequentemente confundidas, queda capilar e calvície têm causas e características diferentes.

A queda de cabelo pode ser temporária e estar relacionada a fatores como alterações hormonais, deficiência de vitaminas, doenças da tireoide, uso de medicamentos ou estresse físico e emocional.

Já a calvície, chamada de alopecia androgenética, é uma condição progressiva influenciada principalmente pela predisposição genética e pela ação hormonal.

De acordo com Renata Melo, nas mulheres a perda costuma se manifestar após a menopausa, com redução do volume dos fios e aumento da abertura da risca central. Nos homens, o padrão mais comum inclui o aumento das entradas e a rarefação dos cabelos no topo da cabeça.

Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de controlar a evolução da calvície. Hoje dispomos de tratamentos capazes de retardar a miniaturização dos fios e estimular o crescimento capilar, mas o sucesso depende de uma avaliação individualizada.

Renata Melo, médica especialista em tratamentos capilares clínicos

Tratamentos são definidos conforme a causa

Antes de iniciar qualquer tratamento, é fundamental identificar a causa da queda de cabelo. Em muitos pacientes, o controle das alterações hormonais precisa ser associado a terapias específicas para estimular o couro cabeludo.

Entre as opções disponíveis estão medicamentos tópicos e orais, laser de baixa potência, microinfusão de medicamentos e outras terapias regenerativas.

Segundo a médica, a tendência da tricologia é combinar diferentes estratégias para potencializar os resultados.

“Não existe um tratamento único para todos os pacientes. Hoje conseguimos montar protocolos personalizados, associando tecnologias regenerativas e estímulos biológicos conforme a necessidade de cada couro cabeludo”, diz.

Hábitos que ajudam a preservar os fios

Além do tratamento médico, alguns hábitos contribuem para manter a saúde capilar durante o envelhecimento. São eles:

Alimentação equilibrada;

Prática regular de atividade física;

Acompanhamento de possíveis deficiências nutricionais.

Para Renata Melo, a perda de cabelo durante a menopausa ou a andropausa não deve ser encarada como uma consequência inevitável da idade.

Envelhecer faz parte da vida, mas perder qualidade capilar não precisa ser encarado como algo sem solução. Hoje conseguimos atuar tanto na prevenção quanto no tratamento da queda, preservando a saúde dos fios e a autoestima dos pacientes.

Renata Melo, médica especialista em tratamentos capilares clínicos

Fonte: Folha Vitória

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