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Violência extrema em Dores do Rio Preto: cadela é arrastada e morta

A tranquilidade de Dores do Rio Preto — município que figura como uma das principais portas de entrada para o turismo no Caparaó capixaba — foi abalada neste domingo (26) por um ato de

Por Redação em 27/07/2026 às 01:00:41
Cadela Bianca antes de ser agredida e morta
Apesar dos esforços da rede de proteção, a cadela não resistiu e veio a óbito poucas horas após dar entrada no hospital. Entre os moradores de Dores do Rio

Cadela Bianca antes de ser agredida e morta Apesar dos esforços da rede de proteção, a cadela não resistiu e veio a óbito poucas horas após dar entrada no hospital. Entre os moradores de Dores do Rio

A tranquilidade de Dores do Rio Preto — município que figura como uma das principais portas de entrada para o turismo no Caparaó capixaba — foi abalada neste domingo (26) por um ato de extrema violência. Uma cadela, batizada por protetores como Bianca, morreu após ser espancada com golpes de facão, arrastada e jogada ainda com vida dentro de uma lixeira no centro da cidade.

O acusado do crime foi localizado e preso em flagrante pela Polícia Militar, sendo conduzido à 6ª Delegacia Regional de Alegre. O caso gerou forte comoção regional e acendeu um alerta entre moradores e comerciantes: episódios de violência ostensiva ameaçam o clima de acolhimento e a percepção de segurança, vitais para o fortalecimento da economia local baseada no turismo de natureza.

Diagnóstico veterinário e comoção comunitária

O resgate ocorreu de forma rápida com o apoio de voluntários e da rede municipal, mas a gravidade das lesões impediu a recuperação do animal. Segundo os relatos da equipe médico-veterinária responsável pelo atendimento de emergência, o quadro clínico constatado foi gravíssimo: “Ela deu entrada em hipotermia decorrente do choque hemorrágico e com a respiração extremamente fraca. Foi diagnosticado um traumatismo cranioencefálico grave com exposição de massa encefálica. A equipe não pôde sequer aplicar anestesia para procedimentos de sutura, pois o risco de parada cardiorrespiratória era imediato. Administrou-se apenas medicação analgésica para aliviar a dor”, detalhou a equipe médica durante o atendimento à CPI dos Maus-tratos animais da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales).

Apesar dos esforços da rede de proteção, a cadela não resistiu e veio a óbito poucas horas após dar entrada no hospital. Entre os moradores de Dores do Rio Preto, o sentimento é de choque e indignação diante da presença de comportamentos agressivos no convívio comunitário.

“O que aconteceu foi uma crueldade extrema. Exigimos que a justiça seja feita e que esse indivíduo permaneça preso. É inaceitável que alguém perigoso assim volte para o convívio da nossa comunidade, onde todos se conhecem e recebem visitantes todos os dias”, apelou uma moradora da região que preferiu não se identificar.

O impacto da segurança pública no turismo no Caparaó

O ecossistema econômico do Caparaó capixaba — que abrange destinos como Dores do Rio Preto, Divino de São Lourenço e a região de Pedra Menina — é sustentado pelo turismo de aventura, cafeicultura de montanha e gastronomia rural. A sensação de paz e a integração com o meio ambiente são os principais ativos buscados pelos viajantes.

Especialistas do setor apontam que a ocorrência de crimes com alto teor de crueldade afeta a reputação do destino, exigindo resposta rápida das instituições para garantir que a região continue sendo vista como um refúgio seguro e estruturado.

O caso mobilizou frentes políticas e institucionais. O vereador Rodrigo Candó, do município vizinho de Guaçuí, acompanhou a lavratura do flagrante na Delegacia de Alegre para cobrar a manutenção da prisão do suspeito: “É um crime brutal que revolta toda a sociedade. Acompanhamos o flagrante junto à rede de proteção e acionamos a CPI de Maus-Tratos da Ales. Quem pratica uma barbaridade dessas precisa responder preso. Vamos acompanhar até o fim”, declarou o parlamentar.

A deputada estadual Janete de Sá, presidente da CPI de Maus-Tratos aos Animais da Ales, também se manifestou e defendeu o rigor da lei: “Pedimos formalmente que o indivíduo permaneça preso, pois representa risco para a sociedade. Quem comete uma atrocidade dessa gravidade contra um animal indefeso é uma ameaça real para qualquer ser humano. Lugar de criminoso cruel é na cadeia”, afirmou a deputada.

O que diz a legislação

No Brasil, crimes de maus-tratos cometidos especificamente contra cães e gatos são enquadrados na Lei Federal nº 14.064/2020 (Lei Sansão), que alterou a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98).

Penalidade: Reclusão de 2 a 5 anos, além de multa e proibição da guarda de animais.

Agravante: Como o ataque resultou na morte do animal, a pena prevista pode ser aumentada de um terço a metade. O acusado segue à disposição do Poder Judiciário na Delegacia Regional de Alegre, onde aguarda a realização da audiência de custódia.

Fonte: ES HOJE

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