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O que se sabe sobre as mortes de duas mulheres ligadas ao mesmo namorado no ES

Euzineia Loyola Baptista e Rose Mary Morselli Ayala foram mortas no ES e Alex Almeida de Barros é apontado como assassino

Por Redação em 25/07/2026 às 09:00:12
Euzineia Loyola Baptista e Rose Mary Morselli Ayala se relacionaram com Alex Almeida de Barros. Foto: Reprodução/Redes sociais

Euzineia Loyola Baptista e Rose Mary Morselli Ayala se relacionaram com Alex Almeida de Barros. Foto: Reprodução/Redes sociais

Duas histórias marcadas pela violência e conectadas ao mesmo homem ainda aguardam um desfecho. As mortes de Euzineia Loyola Baptista, de 50 anos, e Rose Mary Morselli Ayala, de 58, seguem provocando dor nas famílias. Em entrevista exclusiva à TV Vitória, os parentes das vítimas relembraram quem elas eram e falaram sobre a expectativa por justiça. Alex Almeida de Barros, de 48 anos, é apontado pela investigação como o autor dos dois crimes.

Euzineia era comerciante e foi assassinada em 2020. Ela mantinha um relacionamento com Alex havia poucos meses antes do crime. Os dois chegaram a terminar, mas logo reataram o noivado.

Ela foi encontrada morta dentro de uma piscina em um sítio da família, em Anchieta, Litoral Sul do Espírito Santo.

De acordo com uma familiar da vítima, que não quis se identificar, Euzineia desapareceu e a família passou a ligar para Alex depois de desconfiar de mensagens enviadas pelo número de telefone da vítima.

À época do crime, Alex passou a evitar ligações de familiares da vítima e, quando finalmente atendeu, disse que havia deixado a comerciante em um ponto de ônibus. A família desconfiou, já que fazia dias que ela não dava notícias.

“Toda hora, as histórias eram confusas, porque toda hora era algo diferente e ele não atendia o telefone também. Até que ele respondeu uma ligação do meu pai e disse que havia deixado ela em um ponto de ônibus e atender um cliente”, contou.

Euzineia estava viva quando foi jogada na piscina

Familiares passaram então a ligar para vizinhos do sítio da família, em Anchieta. Um deles chegou a desconfiar de cachorros latindo no imóvel.

Ao entrar no local, um dos vizinhos encontrou a piscina tapada e ao retirar a lona de proteção, encontrou o corpo de Euzineia.

A TV Vitória teve acesso ao laudo pericial que constatou a morte de Euzineia e integra a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES). De acordo com a perícia, a vítima foi estrangulada com um fio de energia pelo suspeito. Apesar disso, esta não foi a causa da morte.

Segundo aponta o documento, Alex teria jogado Euzineia na piscina enquanto a vítima ainda estava viva e tapou o local com a lona. A causa da morte foi afogamento.

Alex foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado, mas não foi julgado pelo crime de estrangulamento ou feminicídio. Ele passou cinco anos na cadeia e saiu em setembro do ano passado.

“Como uma pessoa mata a outra, passa cinco anos na prisão e sai para fazer o mesmo com outra pessoa? O que queremos é que ele seja preso e pague pelo que fez”, desabafou a sobrinha de Euzineia.

Ainda segundo ela, a família passou anos sem respostas pelo crime, mas após terem ciência de que Alex tinha cometido um segundo crime, passaram a acreditar que o assassinato tenha sido motivado por dinheiro.

“A gente só não sabe até hoje o que levou ele a fazer isso. A gente acredita agora, pelo outro crime que ele cometeu, que foi por conta de dinheiro”, afirmou.

Assim que saiu da prisão, Alex passou a se relacionar com Rose Mary, a segunda vítima. De acordo com um familiar dela, o suspeito teria se aproximado dela ao perceber que a mulher passava por um momento de vulnerabilidade.

“O principal suspeito pode ter se aproveitado disso, que ela estava em um momento frágil, carente, em que ela precisava de ter alguém por perto”, afirmou.

O casal ficou junto por cerca de seis meses, até que Rose Mary desapareceu em maio deste ano.

A família de Rose Mary, assim como a de Euzineia, também estranhou o sumiço por conta de mensagens enviadas pelo número dela. Uma imagem em que ela aparecia ao lado de Alex foi compartilhada em um grupo de família.

A imagem foi analisada por especialistas que constataram se tratar de uma foto falsa. A família, então realizou uma denúncia.

Histórico de feminicídio

O familiar de Rose Mary contou que no dia em que realizou a denúncia, descobriu que Alex já havia sido preso anteriormente por feminicídio.

“No dia da denúncia, eu, pessoalmente, descobri que o Alex tinha histórico de feminicídio. E com isso eu já esperava o pior”, contou.

Segundo as investigações, o crime teria sido, novamente, motivado por dinheiro. Rose Mary tinha vendido um imóvel e Alex ficou sabendo da transação.

O suspeito fugiu para Minas Gerais e foi preso na cidade de Rio Casca. No momento da prisão, Alex tentou atear fogo ao próprio corpo e correu para uma região de mata.

Ele passou dias sob escolta policial em hospital, enquanto se recuperava das queimaduras e, posteriormente, levado ao presídio.

A Polícia Civil informou que concluiu o inquérito do assassinato de Rose Mary e enviou o caso ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES). Alex é réu por feminicídio e aguarda julgamento.

Sobre o caso de Euzineia, o MPES relatou que solicitou um novo julgamento e que um segundo tribunal do júri vai acontecer.

*Com informações da repórter Thainara Ferreira, da TV Vitória/Record

Fonte: Folha Vitória

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