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Quatro partidos e 10 nomes na disputa para ser vice de Ricardo Ferraço

PDT, União Brasil, PP e Podemos estão no páreo para emplacar o nome que fará uma dobradinha com o governador na disputa à reeleição   Ao menos quatro partidos e 10 lideranças po

Por Redação em 09/07/2026 às 05:02:10
Joelma Costalonga (foto: Ales)

Joelma Costalonga (foto: Ales)

PDT, União Brasil, PP e Podemos estão no páreo para emplacar o nome que fará uma dobradinha com o governador na disputa à reeleição

Ao menos quatro partidos e 10 lideranças políticas estão no páreo para ocupar o posto de vice na chapa encabeçada pelo governador Ricardo Ferraço (MDB) à reeleição. No momento, é o posto mais concorrido – até mais que a disputa pelas duas vagas ao Senado – nas eleições do Espírito Santo.

As movimentações ganharam corpo do mês passado para cá e, ainda que Ricardo já tenha dito que a decisão sobre o vice será coletiva e não será tomada agora – conforme noticiou a coluna em maio –, as articulações têm ocorrido a todo vapor nos bastidores.

PDT, Podemos e a federação União Progressista já ventilaram possíveis nomes para a composição.

A vaga é cobiçada. Primeiro pelo posto em si, pela possibilidade de participar das decisões de governo, tocar políticas públicas e assumir o Estado em caso de licenças, afastamentos e renúncia do governador.

Segundo porque, o posto de vice acaba sendo uma plataforma para voos futuros e, no caso específico da chapa encabeçada por Ricardo, esse voo pode ser antecipado.

Caso Ricardo consiga se reeleger em outubro, em 2030 terá de escolher um nome à sucessão e, a depender do desempenho, o vice acaba tendo um favoritismo. Isso é um diferencial.

Só a título de comparação, caso o ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) ou o deputado federal Helder Salomão (PT) – que também são pré-candidatos ao governo do Estado – vençam a eleição, o caminho natural é que eles disputem a reeleição em 2030.

Sendo assim, um eventual sucessor de Pazolini ou de Helder só seria lançado em 2034, ou seja, daqui a oito anos – para alguns, tempo demais para esperar.

Abaixo, os nomes cotados para formar uma dobradinha com Ricardo:

Joelma Costalonga (União Brasil)

Professora, o nome de Joelma Costalonga tem sido defendido pelo União Brasil – principalmente pelo presidente da legenda e da Assembleia, Marcelo Santos, seu padrinho político – para ser vice de Ricardo.

Joelma atuava no comando da Casa dos Municípios da Assembleia e era responsável por fazer a interlocução com os prefeitos, além de também coordenar o projeto Arranjos Produtivos.

No último dia 3, ela foi exonerada, a pedido, para ficar apta para a disputa – caso seja escolhida. Joelma também já foi, por um curto espaço de tempo, presidente do PRD – também numa articulação liderada por Marcelo Santos.

Não é só o União Brasil que pleiteia a vaga de vice em nome da federação União Progressista. O PP também está de olho no posto e contaria com quatro nomes cotados.

Um deles é o vereador de Vitória Camillo Neves que tem uma atuação forte na área de esporte e, nos últimos meses, tem aprofundado a relação com o governador e somado sua voz junto à oposição na Câmara de Vitória.

“Estou à disposição do meu partido”, disse Camillo ao ser questionado pela coluna sobre o interesse na vaga.

Capitã no Corpo de Bombeiros e famosa nas redes sociais pelas dicas de segurança e primeiros socorros, Carla Andresa Nascimento também é cotada para ser vice.

Mestre em Gestão Pública, em 2022 ela também foi vice na corrida ao Palácio Anchieta, compondo chapa com o ex-prefeito Audifax Barcelos (PP).

No segundo turno, porém, Andresa apoiou o então governador Renato Casagrande (PSB) e passou a fazer parte do seu grupo político.

Empresário do setor da construção civil com atuação em Vila Velha e Guarapari, Rodolfo Mai é bacharel em Direito e pós-graduado em Gestão Imobiliária.

Ele é filiado ao PP há aproximadamente três anos, porém, nunca disputou nenhuma eleição.

Questionado sobre a cotação para ser vice, respondeu à coluna: “Se entenderem que posso contribuir, vou avaliar com carinho”.

O deputado federal Amaro Neto (PP) cumpre seu segundo mandato na Câmara Federal e trocou de partido (do Republicanos para o PP) para estar no palanque do governo e disputar a reeleição – tendo em vista que o Republicanos tem Pazolini como pré-candidato ao Palácio Anchieta.

Porém, ele também tem sido cotado como um possível vice na chapa de Ricardo Ferraço. “Estou à disposição do partido, da federação e de Ricardo”, disse Amaro à coluna.

O ex-prefeito da Serra, Sergio Vidigal é uma das lideranças políticas mais influentes do município – que, por sua vez, vem a ser o maior colégio eleitoral do Estado.

A principal argumentação do PDT na defesa de Vidigal é de que o ex-prefeito contribuiria com seu capital político na Grande Vitória, batendo de frente com o potencial de Pazolini.

Vidigal, porém, não parece animado com a ideia. Em contato disse que não está em seus planos participar da disputa, embora o PDT, em reunião da Executiva em maio, tenha deliberado sobre isso.

“Não estou pleiteando e nem está nos meus planos. Eu me sinto honrado com a lembrança do PDT, mas tomei uma decisão, em 2024, de não disputar mais cargos eletivos”, disse o ex-prefeito.

O Podemos, partido liderado pelo deputado federal Gilson Daniel, também tem seus nomes para a disputa. Um deles é o do ex-comandante da PM no Estado Coronel Douglas Caus.

A princípio, Caus é pré-candidato a deputado estadual. Mas também soma a lista dos indicados para ser vice.

Ele é bacharel em Direito e Ciências Militares e foi um dos comandantes mais longevos da história da PM, passando seis anos à frente da Corporação.

Capitã Estéfane (Podemos)

Ainda na área de segurança, Capitã Estéfane (Podemos) também é uma aposta do partido para formar uma dobradinha com Ricardo Ferraço.

Estéfane foi vice-prefeita de Vitória (2021-2024), eleita com o então prefeito Lorenzo Pazolini pelo Republicanos. Porém, logo no início do mandato os dois romperam e na eleição de 2022, ela declarou apoio a Casagrande – adversário político de Pazolini.

Em 2024 tentou ser eleita vereadora de Vitória, mas não obteve êxito.

Em seu segundo mandato como vereador em Vila Velha, Renzo Mendes também é cotado pelo partido para ser vice de Ricardo Ferraço.

Renzo já tinha afirmado à coluna que disputaria uma vaga de deputado federal, porém, acrescentou agora que está à disposição do grupo: “Penso em grupo. Estou à disposição do presidente Gilson Daniel e do governador Ricardo”.

O jornalista Philipe Lemos é pré-candidato a deputado federal. Mas também é um nome indicado pelo partido para compor chapa com Ricardo Ferraço.

Ex-secretário estadual de Turismo, Philipe já foi testado nas urnas em 2022, quando foi candidato a deputado federal e obteve 45.260 votos. Porém, não foi eleito porque o PDT – partido em que estava filiado à época – não fez legenda.

“Em conversa com Ricardo, com Renato e com o meu partido, eu me coloquei inteiramente à disposição”, disse Philipe à coluna.

O post Quatro partidos e 10 nomes na disputa para ser vice de Ricardo Ferraço apareceu primeiro em PORTAL JORNAL DO NORTE.

Fonte: Portal Jornal do Norte

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