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Como se proteger do frio no ES: especialistas dão dicas para evitar doenças respiratórias

Vacinação, hidratação e ambientes ventilados ajudam a reduzir riscos à saúde

Por Redação em 17/06/2026 às 05:00:15
Imagem de shurkin_son no Magnific

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Acostumados ao calor durante boa parte do ano, os capixabas costumam sentir os efeitos das quedas bruscas de temperatura assim que as primeiras frentes frias chegam ao Espírito Santo. Além do desconforto causado pelo frio, o período também costuma ser marcado pelo aumento dos casos de gripes, resfriados, crises alérgicas e outras doenças respiratórias.

Ambientes mais fechados, maior circulação de vírus e oscilações térmicas criam condições favoráveis para o surgimento e agravamento de diversos problemas de saúde, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Pensando nisso, o Folha Vitória perguntou às especialistas as melhores dicas para se proteger do frio. Confira!

Frio não causa doença, mas aumenta os riscos

Segundo a alergista e imunologista pediátrica Bruna Guaitolini, professora do Unesc, existe um equívoco comum de associar diretamente o frio ao surgimento de doenças respiratórias.

O frio não causa pneumonia nem infecções respiratórias por si só. O que acontece é que ele favorece condições que aumentam o risco dessas doenças. Os vírus circulam com mais intensidade nessa época e as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados e aglomerados.

Imunologista pediátrica Bruna Guaitolini, professora do Unesc

Além disso, a redução da temperatura pode ressecar as vias respiratórias, favorecendo crises alérgicas e inflamações.

Entre as doenças que mais costumam aparecer ou se agravar durante o inverno estão a asma, a rinite alérgica, a gripe, a Covid-19 e a bronquiolite, especialmente em crianças pequenas.

“Os quadros alérgicos respiratórios e as infecções virais aumentam significativamente nesse período. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR), por exemplo, é uma das principais causas de bronquiolite em bebês e crianças pequenas”, destaca Bruna.

Para quem já convive com doenças respiratórias crônicas, os cuidados devem ser redobrados.

Vacinação e tratamento em dia fazem diferença

Manter o calendário vacinal atualizado é uma das principais recomendações dos especialistas.

“A vacinação contra gripe, Covid-19 e vírus sincicial respiratório é fundamental. Também é importante manter em dia as vacinas contra pneumonia, meningite e outras doenças preveníveis”, orienta a alergista.

Outro ponto importante é não interromper tratamentos já prescritos.

“Quem tem asma, rinite ou bronquite deve continuar utilizando corretamente os medicamentos indicados pelo médico, como corticoides nasais, broncodilatadores e bombinhas”, reforça.

Hidratação continua sendo fundamental

Mesmo com a redução da sensação de sede nos dias frios, beber água continua sendo indispensável.

“Quanto mais hidratado estiver o organismo, melhor será a hidratação das vias aéreas, reduzindo o acúmulo de secreções espessas e favorecendo o funcionamento do sistema respiratório”, explica Carla Bulian, pneumologista do Hospital Santa Rita.

Ambientes ventilados ajudam a reduzir a circulação de vírus

Embora a tendência seja manter portas e janelas fechadas para conservar o calor, os especialistas recomendam que os ambientes sejam ventilados sempre que possível.

“A circulação de ar ajuda a reduzir a concentração de vírus e diminui o risco de transmissão de doenças respiratórias”, afirma a pneumologista.

Como se vestir para enfrentar o frio

Outra orientação importante é evitar mudanças bruscas de temperatura ao longo do dia.

O ideal é utilizar roupas em camadas, permitindo adaptações conforme a variação térmica. Casacos leves, blusas de manga comprida e peças que possam ser retiradas ou acrescentadas ao longo do dia ajudam a minimizar os efeitos do chamado choque térmico.

“É importante não sair despreparado para ambientes mais frios, principalmente quem já possui alguma doença respiratória ou cardiovascular”, orienta Carla.

Atenção aos sinais de alerta nas crianças

Os pais também devem ficar atentos aos sintomas que indicam a necessidade de avaliação médica. Quadros de cansaço respiratório, dificuldade para dormir devido à tosse persistente e febre alta por mais do que três dias são preocupantes, segundo Bruna Guaitolini.

No caso das crianças, em particular, quando ficam prostradas, perdem o apetite, param de se alimentar por completo e não aceitam líquidos. É preciso observar também se a criança está ficando com a boquinha roxinha, apresentando esforço respiratório e uma taquicardia.

Bruna Guaitolini, alergista e imunologista pediátrica e professora do Unesc

Checklist essencial para se proteger no frio

Mantenha a vacinação em dia;

Faça lavagem nasal regularmente;

Continue usando os medicamentos prescritos pelo médico;

Hidrate-se ao longo do dia;

Mantenha uma alimentação equilibrada;

Pratique atividade física regularmente;

Evite ambientes fechados e sem ventilação;

Vista-se em camadas para acompanhar as mudanças de temperatura;

Observe sinais de agravamento de doenças respiratórias;

Busque atendimento médico em caso de falta de ar ou febre persistente.

Fonte: Folha Vitória

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