Delegacia Regional de Vitória. Foto: Thiago Soares/Folha Vitória
Uma casa alugada localizada na Avenida Marechal Campos, em Vitória, se tornou alvo de uma disputa entre proprietários e inquilinas após denúncias de que o imóvel estaria sendo utilizado para a prática de prostituição.
A Polícia Militar foi acionada na manhã desta terça-feira (16) para atender a ocorrência, que acabou sendo encaminhada à Delegacia Regional de Vitória.
De acordo com familiares dos proprietários, dois idosos, a casa foi locada para uma mulher sem que eles tivessem conhecimento da atividade que estaria sendo desenvolvida no local.
Segundo o filho dos donos da residência, a família começou a desconfiar da intensa movimentação registrada no endereço e, após apurações próprias, concluiu que o imóvel estava sendo utilizado para programas sexuais.
Família diz ter solicitado desocupação
Ainda conforme o relato, após a descoberta da situação, a família pediu que as ocupantes deixassem o imóvel e concedeu um prazo de 30 dias para a desocupação.
O prazo teria terminado nesta semana, mas, segundo os proprietários, as moradoras se recusaram a sair. Diante do impasse, a Polícia Militar foi acionada.
No entanto, sem uma ordem judicial de despejo, os policiais não puderam determinar a retirada das ocupantes do imóvel. O caso, então, foi levado para análise das autoridades competentes.
Em nota, a Polícia Civil informou que a ocorrência ainda estava sendo confeccionada pela Polícia Militar para posterior encaminhamento ao plantão da Delegacia Regional de Vitória.
A ocorrência seguia em andamento até a última atualização. A família dos proprietários informou que pretende buscar medidas judiciais para retomar a posse do imóvel.
Relatos de movimentação intensa
Os proprietários afirmam que a movimentação de pessoas era mais intensa durante o período noturno. Segundo a família, cortinas improvisadas teriam sido instaladas na entrada da residência para impedir a visualização do interior do imóvel.
Eles também relatam que preservativos eram encontrados com frequência em um corredor que dá acesso à residência onde vivem os idosos.
As inquilinas estavam no local durante a ocorrência, mas não quiseram conceder entrevista. Conforme relato obtido pela reportagem, elas afirmaram ter direito de permanecer no imóvel em razão de questões relacionadas ao contrato de locação.
*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos, com informações da repórter Suellen Araújo, da TV Vitória/Record
Fonte: Folha Vitória