Foto: Thiago Soares/Folha Vitória
Um ex-vereador de Brejetuba, na Região Serrana do Espírito Santo, foi denunciado por estupro e exploração sexual contra adolescentes. Segundo a Polícia Civil, o homem ainda não foi localizado e há informações de que ele deixou o município após tomar conhecimento da investigação.
O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) informou que já apresentou denúncia contra o ex-parlamentar pelos crimes de estupro e tentativa de favorecimento da prostituição ou exploração sexual de vulnerável, por duas vezes.
O caso tramita sob sigilo para preservar as vítimas. Por esse motivo, os órgãos envolvidos não divulgaram o nome do investigado nem detalhes como a quantidade de vítimas e as idades dos adolescentes envolvidos.
Investigação foi concluída em setembro
A investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Brejetuba e concluída no dia 18 de setembro. Após o encerramento do inquérito, o procedimento foi relatado e encaminhado ao Poder Judiciário.
Apesar da conclusão dessa etapa, a Polícia Civil informou que ainda há diligências em andamento e que o investigado não havia sido encontrado até o envio das informações à reportagem.
“Até o presente momento, o investigado não foi localizado, havendo informações sobre sua saída do município após tomar conhecimento da investigação”, informou a Polícia Civil, por nota.
A corporação também se manifestou sobre a possibilidade de envolvimento de outras pessoas no caso. Segundo a polícia, até o momento, não existem elementos confirmados que permitam responsabilizar familiares, agentes públicos ou terceiros pelos fatos investigados.
“Quanto à suposta participação ou conivência de familiares, agentes públicos ou terceiros, não há, até o momento, elementos confirmados que permitam atribuir-lhes responsabilidade pelos fatos investigados”, acrescentou.
Após a investigação, o MPES, por meio da Promotoria de Justiça de Conceição do Castelo, ofereceu denúncia contra o ex-vereador. Segundo o órgão, a denúncia é pelos crimes de estupro e tentativa de favorecimento da prostituição ou exploração sexual de vulnerável, por duas vezes.
O Ministério Público informou que não pode fornecer outras informações porque o processo tramita sob sigilo, conforme a legislação de proteção à criança e ao adolescente.
Procurado pelo Folha Vitória, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) também informou que está impedido de fornecer informações sobre o processo porque casos envolvendo crianças e adolescentes tramitam em segredo de justiça.
Como o nome do investigado não foi divulgado, o Folha Vitória não conseguiu contato com a defesa.
Fonte: Folha Vitória