Dayse Barbosa e o PRF Diego Oliveira de Souza. Foto: Arquivo Pessoal
A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou a morte da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, assassinada a tiros dentro da própria casa, no bairro Santo Antônio, em Vitória. O documento foi encaminhado à Justiça no último dia 14 de maio, quase dois meses após o crime que teve repercussão nacional.
De acordo com as investigações, Dayse foi morta pelo então namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, na madrugada de 23 de março. Após o assassinato, ele tirou a própria vida dentro da residência.
Segundo a Polícia Civil, o feminicídio foi premeditado. Os investigadores apontam que Diego não aceitava o fim do relacionamento e planejou o crime antes de invadir a casa da comandante.
Vestígios recolhidos no local indicaram que o policial levou ferramentas e uma escada para entrar na residência e arrombar a porta do quarto onde Dayse estava. A comandante foi atingida por vários disparos e morreu antes da chegada do socorro.
Pai disse que alertou a vítima sobre relacionamento
O pai da vítima estava na casa no momento do crime. Ele ouviu os tiros e presenciou os momentos seguintes ao assassinato da filha. Em entrevistas anteriores, o pai de Dayse afirmou que já havia alertado a filha sobre o comportamento do namorado.
“Essa semana ela desabafou, ele disse que iria matá-la. Ela já tinha falado para a mãe dele e a mãe dele disse que ia até a Corregedoria da Polícia Federal“, disse Carlos Roberto Trindade Teixeira, pai de Dayse, à época do crime.
A repercussão do caso reacendeu discussões sobre feminicídio, violência psicológica e os sinais presentes em relações abusivas.
Dayse Barbosa era comandante da Guarda Municipal de Vitória e conhecida pela atuação na segurança pública da Capital. A morte dela causou forte comoção entre colegas de trabalho, familiares e moradores do Espírito Santo.
Com a conclusão do inquérito, a investigação policial foi encerrada. O caso agora segue para análise da Justiça.
*Com informações da repórter Nathalia Munhão, da TV Vitória/Record.
Fonte: Folha Vitória