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Saúde

África do Sul confirma hantavírus transmissível entre humanos em cruzeiro

Um dos pacientes que testaram positivo morreu; doença pode ter transmissão entre humanos e mobiliza resposta global


Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Governo de SC

O Ministério da Saúde da África do Sul confirmou que dois passageiros de um navio de cruzeiro testaram positivo para a cepa andina do hantavírus, considerada rara e com potencial de transmissão entre humanos. Um dos infectados, um cidadão holandês, morreu.

O outro caso confirmado é de um passageiro britânico. Ambos estiveram a bordo da embarcação que é alvo de investigação internacional após registros de infecção e mortes associadas ao vírus durante a viagem pelo Oceano Atlântico.

“Sim, dois passageiros testaram positivo, um holandês e um britânico. O holandês já faleceu”, informou o Ministério da Saúde da África do Sul, em resposta enviada por e-mail à reportagem do Folha Vitória.

As autoridades também indicaram que há possibilidade de outros passageiros terem sido expostos ao vírus durante o cruzeiro.

O caso mobiliza uma resposta coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que atua junto a países e territórios envolvidos para tentar conter a disseminação.

A África do Sul recebeu dois pacientes para atendimento médico, enquanto outros casos permanecem sob tratamento em diferentes locais. Os infectados estão em estado crítico e seguem isolados em unidades hospitalares.

“Só somos responsáveis por aqueles que foram tratados na África do Sul. A OMS está coordenando uma resposta multinacional com todas as ilhas e países afetados para conter uma maior propagação da doença”, destacou o ministério.

Como parte das medidas de contenção, o governo sul-africano iniciou o rastreamento de contatos. A ação inclui o monitoramento de pessoas que tiveram contato próximo com os casos confirmados, como passageiros de voos, equipes de aeroporto e profissionais de saúde.

O surto chama atenção pela suspeita de transmissão entre humanos, algo incomum em casos de hantavírus. A cepa andina é uma das poucas variantes associadas a esse tipo de contágio, o que eleva o nível de alerta das autoridades sanitárias.

Vítimas podem ter sido infectadas antes do embarque

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira (5) que não descarta a possibilidade de transmissão, ainda que rara, de pessoa para pessoa no caso dosurto de hantavírusdetectado em um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico.

“As vítimas de hantavírus no navio no Oceano Atlântico podem ter sido infectadas antes de embarcarem no cruzeiro e uma transmissão de pessoa para pessoa não pode ser descartada – ainda que rara”, informou a OMS.

O balanço mais recente da OMS aponta que sete dos 147 passageiros e tripulantes a bordo da embarcaçãoapresentaram sintomas e três morreram. Um dos pacientes permanece em cuidado intensivo na África do Sul, mas apresenta melhora.

Dois pacientes permanecem a bordo do navio que, neste momento, está na costa de Cabo Verde. Ambos, segundo a chefe de Preparação e Prevenção de Epidemias e Pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove, estão sendo preparados para serem evacuados.

Segundo ela,a situação no cruzeiro está sendo monitorada de perto e, como precaução, foi solicitado que os passageiros permaneçam em suas cabines enquanto o processo de desinfecção é realizado na embarcação.

“O plano e nossa maior prioridade é evacuar esses dois indivíduos por via aérea”, explicou, reforçando que o risco, para a população em geral, é baixo. “Não é um vírus que se espalha como o da influenza ou o da covid. É bem diferente”.

O terceiro caso suspeito de hantavírus, de acordo com a representante da OMS, apresentou febre baixa e permanece com bom quadro de saúde.

A operadora de turismo Oceanwide Expeditions confirmou na segunda-feira (4) queenfrenta “situação médica grave”a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius.

Em nota, a empresa informou que o primeiro passageiro morreu no dia 11 de abril.

“A causa da morte não pôde ser determinada a bordo. Em 24 de abril, esse passageiro desembarcou em Santa Helena [ilha britânica], acompanhado de sua esposa”.

Três dias depois, em 27 de abril, a operadora de turismo foi informada que a esposa desse passageiro também havia passado mal e morrido. Ambos eram cidadãos holandeses.

Também no dia 27 de abril, outro passageiro, de nacionalidade britânica, adoeceu gravemente e foi levado para a África do Sul por via aérea.

Folha Vitória

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