Maria Sônia Linhares, de 44 anos, apontada como liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi presa na noite de segunda-feira (4) durante uma operação no município de Pedro Canário, no norte do Espírito Santo.
A ação foi realizada por forças de segurança estaduais com o objetivo de cumprir mandados contra pessoas ligadas ao tráfico de drogas.
De acordo com a Polícia Militar, a mulher atuava no Espírito Santo e teria deixado a região da Grande Vitória após o aumento de operações policiais. Ela se deslocou para o interior, passando pela região de São Mateus.
Ainda conforme a corporação, a suspeita foi localizada inicialmente na zona rural e tentou fugir, mas acabou sendo detida já no município de Pedro Canário, dentro da área de atuação do 13º Batalhão.
Segundo o subcomandante 13º BPM, Major Bergamin, a suspeita estava foragida e foi localizada escondida na casa de uma familiar.
Ela estava escondida numa área rural de uma parente com a intenção de dificultar as nossas ações. Ela se entregou, contou que já sabia, assim como, em entrevista perante as autoridades policiais, confessou diversos crimes.
Major Bergamin, subcomandante 13º BPM
A operação foi conduzida de forma integrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio das polícias Militar e Penal.
O foco da ação foi o cumprimento de mandados contra mulheres associadas ao tráfico, incluindo aquelas apontadas como lideranças ou com participação em atividades criminosas relacionadas a detentos.
O diretor-geral da Polícia Penal do Espírito Santo, José Franco, apontou que a suspeita já havia sido presa anteriormente no estado da Bahia por associação ao tráfico de drogas.
Participação feminina no crime organizado
De acordo com a Polícia Penal, investigações indicam um aumento da participação de mulheres em funções estratégicas dentro de organizações criminosas. Entre as atividades identificadas, estão a movimentação de drogas fora e dentro de unidades prisionais.
As autoridades destacam que esse tipo de atuação representa um desafio adicional para o controle da entrada de entorpecentes no sistema prisional e para o combate ao fortalecimento de facções criminosas.
A suspeita foi encaminhada ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o mapeamento das atividades do grupo criminoso na região.
*Texto supervisionado pela editora Jaqueline Vianna. Com informações da repórter Eduarda Neves, da TV Vitória/Record
Folha Vitória