O GWM Ora 5 pode ser o primeiro veículo fabricado na nova planta industrial do grupo chinês no Espírito Santo. Um carro do modelo, camuflado, foi flagrado em testes nas ruas de São Paulo por uma conta de redes sociais especializada na marca, o oraclubebr. A chegada do modelo ao Brasil pode ser um indício dos planos da montadora para a futura fábrica em Aracruz. A expectativa é de que a planta industrial na área de 1,7 milhão de metros quadrados comece a operar em 2028.
O movimento da GWM não é isolado. É um sinal claro de estratégia industrial. Primeiro, porque o modelo ocupa exatamente o espaço que falta no portfólio da GWM no país: abaixo do Haval H6 e acima do Ora 03. Ou seja, um carro de volume, com preço estimado de R$ 180 mil. Além disso, a possibilidade de versões elétrica e híbrida amplia a aderência ao mercado brasileiro, o que é essencial para viabilizar produção local.
E ainda tem o timing. A fábrica de Aracruz, com possibilidade de entrar em operação em 2028, exige um produto com escala, tecnologia e posicionamento competitivo para nascer. O ponto mais importante é que o Ora 5 reúne esses três elementos. E o teste em solo brasileiro indica adaptação ao mercado local. Isso sugere que a GWM não está apenas testando um carro, mas preparando o candidato mais lógico para inaugurar sua operação industrial no Espírito Santo.
O Ora 5 deve chegar inicialmente em versão 100% elétrica ao Brasil. O modelo estará abaixo do Haval H6 e acima do Ora 03, hoje o produto de entrada no país. A expectativa é que fique em uma faixa de preço de até R$ 180 mil. Ou seja, acima dos elétricos de entrada, mas abaixo dos SUVs híbridos médios da própria GWM.
O lançamento também pode ter mais versões para o Brasil. O modelo estreou uma versão híbrida plena (HEV) nesta sexta (24) no Auto China 2026 (Salão de Pequim), a maior feira automotiva do mundo. O sistema é semelhante ao do Haval H6 HEV2. Ou seja, sem precisar carregar a bateria em uma tomada. Então, o Ora 5 poderia ser uma opção abaixo do Haval H6, virando o SUV de entrada da empresa. Porém, ainda não há nada confirmado e o carro em testes no Brasil é o elétrico.
A GWM informou, por meio da assessoria de imprensa, que no momento não é possível afirmar que esse carro pode ser produzido no Brasil.
Um dos grandes diferenciais do novo Ora 5 é a presença do sistema Lidar. É uma tecnologia de sensores remotos ativos que utiliza pulsos de laser para medir distâncias com alta precisão. Do mesmo modo, cria mapas 3D detalhados do terreno. Semelhante ao radar, ele calcula o tempo que a luz leva para refletir em um objeto e retornar, gerando nuvens de pontos tridimensionais. Ou seja, ideal para sistemas autônomos de direção.
Além disso, o modelo terá design novo, pacote ADAS avançado e interior mais tecnológico. Adota traços mais agressivos e grade fechada. O conjunto de assistência inclui Coffee Pilot Ultra (3ª geração) o sistema Coffee OS3 e tela multimídia de 14,6 polegadas. A autonomia realista fica entre 300 km e 400 km.
Folha Vitoria