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Novas terapias são esperança para pacientes com câncer

No Dia Mundial de Combate ao Câncer, especialista destaca o impacto de novas terapias e técnicas minimamente invasivas no tratamento de tumores

Por Redação em 11/04/2026 às 05:00:14
Glaucio Bertollo - Oncologista do Hospital. Foto: Divulgação

Glaucio Bertollo - Oncologista do Hospital. Foto: Divulgação

Nos últimos anos, os tratamentos para diferentes tipos de neoplasias malignas avançaram de forma significativa, ampliando a expectativa de vida e, em muitos casos, possibilitando a cura. No dia 8 de abril, data que celebra o Dia Mundial de Combate ao Câncer, o oncologista do Hospital Santa Rita, Glaucio Bertollo, destacou os principais progressos da medicina na área.

Para o câncer primário do fígado, segundo ele, a principal mudança na última década foi a introdução da imunoterapia nos casos avançados. “Hoje, mudou a perspectiva de vida e temos pacientes com excelentes respostas e vivendo por muitos anos”, afirma.

O especialista, que também coordena o Centro de Pesquisa Clínica do Hospital Santa Rita, explica que o fígado é um local frequente de metástases, especialmente de tumores intestinais. “Para os pacientes, por exemplo, que lidam com a metástase hepática, nós passamos a utilizar terapias locais como a radioablação, que permite destruir essas metástases e, em alguns casos, até conseguindo cura, se a doença sistêmica estiver bem controlada”, ressalta.

Radiointervenção

“Então, podemos dizer que nos últimos dez anos, as terapias por radiointervenção – procedimentos minimamente invasivos guiados por imagens, como tomografia, ultrassom, para diagnóstico e tratamento, evitando cirurgias abertas, proporcionando menor tempo de internação, recuperação rápida e menos complicações – também evoluíram muito”, diz o médico.

No trato gastrointestinal, a imunoterapia também trouxe avanços importantes. Estudos recentes evidenciam benefícios no tratamento de câncer de esôfago, estômago e intestino, sobretudo em pacientes com instabilidade de microssatélites, nos quais a abordagem tem potencial curativo mesmo em fases avançadas da doença.

A instabilidade de microssatélites é uma alteração genética em células cancerígenas, caracterizada por erros em pequenas sequências repetidas do DNA. Isso ocorre quando o sistema de reparo celular falha, aumentando o número de mutações.

Para pacientes sem essa alteração, a imunoterapia também apresenta bons resultados, tanto em casos metastáticos — especialmente de estômago e esôfago — quanto em tumores localmente avançados. “Neste último caso, temos associado a imunoterapia com quimioterapia para aumentar a chance de cura da cirurgia”, destaca.

No câncer de intestino, a imunoterapia tem se consolidado como alternativa eficaz para pacientes com instabilidade de microssatélites. “E, possivelmente, cura de pacientes até metastáticos com instabilidade de microssatélite.”

Entre as terapias-alvo, uma das novidades recentes é o uso do trastuzumab deruxtecana em tumores de estômago e intestino com superexpressão da proteína HER2, trazendo resultados promissores também em doença metastática. “Isso foi um avanço mais recente no quesito de terapias-alvo no tratamento dos tumores gastrointestinais”, comenta.

Glaucio Bertollo reforça que pacientes com tumores gastrointestinais e instabilidade de microssatélites tiveram seu tratamento transformado pela imunoterapia. “Ela tem gerado respostas completas em pacientes com doença localmente avançada e até curado pacientes com doença metastática. Isso é o que mais chamou a atenção na oncologia na última década”, enfatiza.

Importância da Pesquisa clínica

Ele também destaca o papel da pesquisa clínica. “No Hospital Santa Rita, estamos conduzindo um estudo sobre o uso de imunoterapia antes e depois da cirurgia para pacientes com câncer de cólon, em vez de quimioterapia. Um grupo de pacientes está recebendo quimioterapia padrão, enquanto outro está recebendo imunoterapia antes e depois da cirurgia, sem quimioterapia. Há uma grande expectativa de que este estudo traga mudanças significativas, mas os resultados ainda não estão disponíveis.”

Outras frentes de pesquisa incluem novas medicações para tumores estromais gastrointestinais (GIST), um tipo raro de sarcoma do trato digestivo. “No Hospital Santa Rita, estamos conduzindo um estudo com uma nova medicação que é muito promissora. Hoje em dia tratamos esses pacientes com doença avançada com imatinibe, que já tem um ótimo resultado”, diz.

A combinação de imunoterapia com outras abordagens também vem sendo estudada no câncer de fígado, com o objetivo de ampliar as chances de cura. Já no câncer gástrico e em tumores de vias biliares, terapias-alvo anti-HER2 surgem como alternativas promissoras. “No câncer de estômago, novas terapias-alvo, como anti-Her2, podem fazer muita diferença, especialmente para doença avançada. Para tumores de vias biliares, estudos com terapias alvo anti-Her2 também são promissores”, conta Glaucio Bertollo.

Apesar dos avanços, o oncologista reforça que prevenir ainda é o melhor caminho. “Sabemos que contra tumores de fígado e gastrointestinais, por exemplo, a atividade física e a alimentação saudável – evitar obesidade e esteatose hepática – ajudam na prevenção. É importante seguir essas medidas para diminuir o risco de câncer”, alerta.

Segundo ele, a medicina segue avançando em diagnóstico precoce, novos métodos de imagem e pesquisas com células tumorais circulantes, como as chamadas biópsias líquidas. “Isso ainda não tem na prática clínica, mas a pesquisa de DNA tumoral circulante pode ser, no futuro, uma maneira de tentarmos diagnosticar antecipadamente doenças”, acredita.

“No Dia Mundial de Combate ao Câncer é fundamental reforçar uma mensagem de esperança: os avanços da medicina têm permitido diagnósticos cada vez mais precoces e tratamentos mais eficazes, aumentando significativamente as chances de cura e qualidade de vida dos pacientes. Hoje, sabemos que a prevenção, o acompanhamento regular e o acesso à informação fazem toda a diferença. O câncer não é mais sinônimo de sentença definitiva. Com cuidado, ciência e apoio, é possível enfrentar a doença com mais confiança e resultados cada vez melhores”, conclui Glaucio Bertollo.

Fonte: Folha Vitória

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