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Economia

Espírito Santo entre estados que mais buscam por “limpar o nome”

Contas atrasadas, empréstimos, financiamentos e consignados são alguns compromissos financeiros que levam os brasileiros a negociar dívidas. A busca pela regularização coincide com o í


Contas atrasadas, empréstimos, financiamentos e consignados são alguns compromissos financeiros que levam os brasileiros a negociar dívidas. A busca pela regularização coincide com o índice histórico de endividamento nos lares brasileiros, que chegou a 80,2%, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O reflexo do comprometimento de parte do orçamento familiar foi observado em um estudo feito pelo Pagou Fácil, plataforma de negociação de dívidas. Nos últimos três meses, a pesquisa mapeou 135.560 buscas pelo termo “limpar nome” no Google Brasil. Pela proporcionalidade, São Paulo e Distrito Federal concentram o maior volume.

A pesquisa considerou as métricas por proporção habitacional. Na análise, os resultados apontam centralização do interesse pela regulação financeira nas regiões com maior desenvolvimento econômico. A formação do Top 5 demonstra isso ao trazer São Paulo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Paraná. Completam o ranking, Santa Catarina, Goiás, Espírito Santo, Pernambuco e Alagoas. A distribuição geográfica das buscas sugere que o endividamento não é um fenômeno restrito às camadas de menor poder aquisitivo, mas acompanha a expansão do consumo.

Além disso, o número geral de 135.560 buscas registradas de dezembro a fevereiro deste ano sugere um contexto nacional de procura por maneiras de organizar as finanças, conforme o estudo conduzido pelo Pagou Fácil. Embora o índice de 80,2% de famílias endividadas represente um recorde na série histórica, é um valor que também reflete a ampliação de acesso ao crédito no país.

Nessa lista, não se incluem somente as famílias com renda de até três salários mínimos. Como aponta o levantamento da CNC, o índice de endividamento nos domicílios em que se recebe de cinco a dez salários mínimos está em 78,7%. Entre os que recebem mais de dez salários, 69,3%.

Facilidade de crédito e produtos financeiros

Como resposta para a demanda de crédito na aquisição de bens, quitação de dívidas e outros investimentos, o mercado econômico aumentou a oferta de recursos. O maior acesso a serviços e produtos financeiros, inevitavelmente, também se relaciona com a maior exposição a dívidas no cartão de crédito, consignados e cheque especial.

Os empréstimos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) acumulam incremento de crédito ampliado para pessoas físicas. Conforme nota divulgada pelo Banco Central (BC) no final de fevereiro, no primeiro mês do ano, o valor atingiu R$ 4,8 trilhões, o equivalente a 37,7% do PIB. Esse saldo pode ser utilizado em crédito pessoal consignado e financiamentos.

Em contrapartida, na mesma publicação, o BC revela que a taxa média de juros no crédito livre às pessoas físicas alcançou 61% ao ano. A inadimplência, por sua vez, acompanhou as estatísticas de crescimento, assim como o comprometimento de renda, que chegou a 29,2% em 2025.

Endividados que não cumprem os compromissos financeiros se tornam inadimplentes. Em janeiro, de acordo com o BC, a inadimplência das famílias, associada a operações de crédito como financiamentos e empréstimos pessoais do SFN, ficou em 5,2%. Já no crédito de recursos livres, o inadimplemento dos lares foi de 6,9%.

No panorama da CNC, por sua vez, o índice de inadimplência no Brasil era equivalente a 29,6%. Isso representa 3 em cada 10 famílias com contas atrasadas. Consumidores nessa situação podem ser negativados, ter restrição de crédito e enfrentar cobranças judiciais. Não por acaso, tem aumentado o interesse pelo termo “limpar nome” na internet.

Como funciona a negociação de dívidas

Para sair da inadimplência, é indispensável planejar e avaliar o contexto dos débitos. Ou seja, a depender do caso e de multas, taxas de juros e demais penalidades aplicadas, a negociação precisa ser ajustada. Quer seja para redução do valor, através da identificação documental de prática abusiva, ou de condições facilitadas, como o parcelamento.

Plataformas especializadas em negociação de dívidas são exemplos de iniciativas que ajudam a regularizar a situação financeira dos consumidores brasileiros. O programa federal “Desenrola Brasil” também se destaca nesse cenário, quem recebe até dois salários mínimos consegue desconto na negociação.

Para quitar dívidas e liberar o orçamento familiar, é fundamental enumerar prioridades. Em contextos como os de empréstimo e financiamento, se recomenda auxílio profissional para identificar a melhor possibilidade de pagamento. Atualmente, existem alternativas digitais para analisar contratos financeiros e negociar dívidas, o que tende a acelerar o processo.

Mas, quando a perspectiva de ficar livre das dívidas ainda é distante, o foco deve estar voltado na gestão financeira para evitar pendências e contas atrasadas. Isso inclui:

estudar portabilidade para instituições que ofereçam melhores condições e juros;

analisar oportunidade de amortização ou acordo de quitação;

buscar renegociação de débitos e/ou saldo devedor.

ES HOJE

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