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Economia Capixaba

Planejamento urbano vira arma para atrair investimentos a cidades do ES

Painel do Data Business Real Estate apontou que infraestrutura, zoneamento e mobilidade passaram a orientar investimentos privados. Ou seja, o planejamento urbano deixou de ser apenas gestã


O prefeito de Linhares, Lucas Scaramussa, disse que o foco das cidades deve ser no planejamento urbano de olho no futuro. Crédito: Everton Nunes

Planejamento urbano — mais do que tecnologia — passou a ser o principal motor para atrair empresas e valorizar imóveis nas cidades capixabas. Essa foi a conclusão do painel “Planejamento urbano e o futuro das cidades inteligentes”, realizado durante o Data Business Real Estate, na Fucape Business School. Participaram o arquiteto Diocélio Grasselli, o prefeito de Linhares, Lucas Scaramussa, o secretário de Desenvolvimento de Aracruz, José Eduardo Faria, e o secretário de Desenvolvimento da Serra, Claudio Denicoli.

Segundo Grasselli, o conceito de cidade inteligente começa antes de sensores e aplicativos: começa no desenho urbano.

Não é simplesmente ocupar um terreno. O desafio é criar algo funcional, economicamente viável e agradável dentro do tecido urbano.

Diocélio Grasseli, arquiteto

Ele afirmou que projetos que ignoram mobilidade, serviços e entorno perdem valor mais rápido e reduzem o potencial imobiliário do bairro.

Por que isso é importante?

define onde empresas vão se instalar

determina valorização imobiliária

influencia emprego e renda local

muda a competição entre municípios

O prefeito de Linhares, Lucas Scaramussa, disse que o crescimento econômico já pressiona a estrutura urbana da cidade.

Se a base técnica não entender que planejamento serve para melhorar a vida das pessoas, a cidade trava.

Lucas Scaramussa, prefeito de Linhares

Nesse sentido, a cidade de Linhares combina indústria, agricultura bem como turismo. Do mesmo modo, prepara obras estruturantes, como nova rodoviária próxima ao aeroporto, ponte ligando bairros com cerca de 50 mil moradores e um corredor viário norte sul. Do mesmo modo, a cidade estuda ampliar o parcelamento rural para condomínios.

“Precisamos levar vida urbana para o meio rural e gerar negócios.”

Aracruz aposta no arranjo portuário

Em Aracruz, o avanço está diretamente ligado ao porto e à logística regional. O secretário José Eduardo Faria afirmou que a cidade passou a sincronizar investimento público com capital privado.

O arranjo portuário será fundamental para o futuro de Aracruz e da região.

José Eduardo Faria, secretário de Desenvolvimento de Aracruz

ZPE privada conectada ao porto

novo centro logístico e indústria de fertilizantes

investimento municipal subiu de R$ 10-20 milhões para até R$ 150 milhões por ano

saneamento avançou de 33% para 93% de cobertura

“Não existe cidade boa para investir que não seja boa para morar”.

Serra simplifica para atrair negócios

Já na Serra, a estratégia foi mudar as regras do jogo. Nesse sentido, o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Claudio Denicoli, afirmou que simplificar a legislação urbana virou política econômica.

Ambiente de negócios depende de clareza e objetividade das regras.

Claudio Denicoli, secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano da Serra

O município reduziu o plano diretor de quase 400 artigos para 71. Do mesmo modo, projeta novos eixos de crescimento. Com olhar para a conexão ao litoral e à BR-101 municipalizada. Nesse sentido, o consenso do painel foi direto: infraestrutura, zoneamento e mobilidade passaram a orientar investimentos privados. Em outras palavras, o planejamento urbano deixou de ser apenas gestão municipal e virou ferramenta de desenvolvimento econômico regional.

Folha Vitória

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