Governador confirmou que vai deixar mandato em abril visando Senado Federal
O governador Renato Casagrande (PSB) confirmou, nesta segunda-feira (2), que vai deixar o mandato em abril visando as eleições de outubro deste ano. Casagrande é pré-candidato a senador e precisará se desincompatibilizar do cargo para entrar na disputa. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa no Palácio Anchieta, sede do governo estadual, em Vitória.
Dessa forma, ao assumir o mandato a partir do mês que vem, seu vice, Ricardo Ferraço (MDB), poderá se candidatar a governador uma única vez, em 2026, sem possibilidade de reeleição em 2030, tendo em vista que o pleito deste ano já será considerado uma tentativa de reeleição para ele.
Casagrande falou em “transição segura” de mandato para Ricardo Ferraço, exaltando a parceria com o vice e os resultados alcançados pela gestão. Um dos principais pontos ressaltados pelo governador foi o “recorde” de utilização de 20% da receita total do Estado para investimentos em 2025, chegando a R$ 4,8 bilhões, em sua maior parte direcionados a convênios com os municípios.
Ao mesmo tempo, o Espírito Santo foi o estado brasileiro que alcançou a maior poupança, segundo Casagrande. Ele também ressaltou o que seriam outras conquistas de sua gestão, como o “pódio” na área da Educação e a redução de todos os indicadores de criminalidade em 2025 – o que também foi ressaltado pelo próprio Ricardo Ferraço, que tem dado destaque à pauta da segurança pública.
Além da coletiva de imprensa, o governador publicou um vídeo nas redes sociais para anunciar que iniciou a transição de governo para Ricardo Ferraço. “Eu vou me afastar do cargo para me preparar para um novo momento do processo eleitoral, mas sigo com o compromisso de sempre: trabalhar pelo desenvolvimento do nosso Estado e pela qualidade de vida dos capixabas”, afirmou.
Casagrande já havia dito, no fim do ano passado, quando anunciou o apoio a Ricardo Ferraço para sucedê-lo, que definiria em março se deixaria ou não o Governo do Estado para se candidatar em 2026. Mas o novo anúncio acontece em meio a notícias de uma investigação a respeito de uma suposta troca de favores entre o governador e o desembargador Macário Júdice Ramos Neto, preso em dezembro passado sob a suspeita de ter vazado informações da ação que resultou na prisão de TH Joias (MDB), ex-deputado estadual do Rio de Janeiro.
Nesse domingo (1), o jornal Folha de São Paulo publicou matéria dizendo que a destituição do delegado Romualdo Gianordoli da subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado da Segurança, em outubro passado, se deu “após” a identificação de conversas suspeitas entre Macário e o empresário Adilson Ferreira, que estava sendo investigado no âmbito da Operação Baest.
Por enquanto, apenas as falas do próprio Romualdo nas redes sociais é que apontam para essa vinculação entre sua exoneração e as figuras poderosas que teriam sido enredadas na investigação. O secretário estadual de Segurança, Leonardo Damasceno, afirmou para a Folha de São Paulo que Gianordoli foi exonerado devido ao mau relacionamento com o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, e por suspeita de apropriação de dados da corporação.
Damasceno acrescentou ainda que Romualdo teve que ser exonerado de outro cargo para o qual foi nomeado depois devido ao seu envolvimento com o Movimento Brasil Livre (MBL). Ele negou, também, que tivesse conhecimento sobre as investigações que apontavam contato suspeito entre Macário e o empresário Adilson Ferreira.
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