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Após 10 mortos e 12 baleados, foragido apontado como líder do tráfico na Serra é preso

Ryan Inácio Silva, o Sementinha. Foto: Divulgação/PCESCondenado a 48 anos de prisão, ele foi preso em Minas Gerais dentro de uma cama box, e é ligado a várias execuções na Serra

Por Redação em 26/02/2026 às 18:00:05
Foto: Divulgação/PCES	Foto: Divulgação/PCES
Criminosos fingiram ser po

Foto: Divulgação/PCES Foto: Divulgação/PCES Criminosos fingiram ser po

A polícia prendeu Ryan Inácio Silva, de 22 anos, conhecido como “Sementinha”, apontado como um dos criminosos ligados ao tráfico de drogas mais perigosos em atuação na Serra. Ele foi localizado em Minas Gerais após tentar se esconder dentro de uma cama box.

De acordo com a investigação policial, ele comandou e participou diretamente de diversos ataques no bairro Balneário Carapebus após fugir da prisão, em fevereiro de 2025.

Ryan já havia sido condenado a 48 anos de prisão por dois homicídios cometidos quando ainda era adolescente. Mesmo foragido, segundo a polícia, ele assumiu posição de liderança na guerra do tráfico na região. Em pouco mais de três meses, o confronto entre facções deixou 10 mortos e 12 baleados em Balneário Carapebus.

Segundo o chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, delegado Rodrigo Sandi Mori, Sementinha é considerado de alta periculosidade.

“No dia 2 de agosto de 2020, no bairro Jardim Juara, quando Ryan tinha apenas 17 anos de idade, ele e mais três indivíduos mataram um taxista. No dia 24 de julho do ano de 2021, no bairro Praia de Carapebus, Ryan matou o pescador Renato Caetano, que era um homem íntegro, trabalhador e não tinha qualquer tipo de envolvimento com atividades ilícitas”, detalhou o delegado.

Câmeras instaladas pelos criminosos

Durante as investigações sobre os recentes ataques em Balneário Carapebus, a polícia identificou que Ryan aparece em quase todas as ações criminosas.

Em 11 de setembro de 2025, disfarçado de entregador e usando uma bag de delivery, ele participou de um ataque que terminou com a morte de Diego Clemente e deixou outra pessoa baleada.

Dois dias depois, em 13 de setembro, um grupo em um carro branco passou a atirar contra um alvo em uma área com grande circulação de pessoas, próxima a uma distribuidora de bebidas e a um ponto de ônibus.

Já no dia 21 de setembro, Ryan e comparsas, também em um carro branco, executaram um homem no meio da rua. Segundo a polícia, o grupo fazia uma espécie de “patrulhamento” no bairro para identificar rivais.

“Eles estavam em uma espécie de patrulhamento no bairro. Eles queriam identificar, nas palavras deles, os inimigos. E tiveram ali uma oportunidade de identificar alguém que traficava para o Terceiro Comando Puro (TCP) há algum tempo”, afirmou o delegado Paulo Ricardo, adjunto da DHPP da Serra.

Veja o que câmeras flagraram dos crimes:

De acordo com a investigação, a quadrilha instalou câmeras de segurança em pontos estratégicos do bairro e coagiu moradores para obter informações sobre rivais.

Mensagens interceptadas mostram que o grupo utilizava o sistema para monitorar tanto integrantes da facção rival quanto a movimentação policial. Quando havia falhas nas câmeras, vídeos eram enviados diretamente a Ryan por comparsas.

Veja imagens:

Criminosos fingiram ser policiais e mataram rivais

Em um dos episódios considerados mais graves, Ryan e outros criminosos se passaram por policiais civis para invadir uma residência e executar dois gerentes do tráfico ligados à facção rival.

Segundo a DHPP, o grupo se identificou como policial, entrou na casa e, após interrogar as pessoas que estavam no imóvel — entre elas familiares e uma criança de colo — realizou disparos que mataram dois homens conhecidos como “Mineiro” e “Batata”.

Aproximam-se do portão da residência; não há resistência no portão porque ele estava aberto e, quando chegam na porta da casa, se identificam como policiais civis, arrombam a porta e começam a interrogar as pessoas que estavam na casa: Batata, Mineiro, um menor de idade, além da esposa do Mineiro e uma criança de colo. Passam a interrogar os envolvidos ali para identificar onde está uma arma de fogo. Conseguem adquirir a arma de fogo e, depois desse interrogatório, começam a realizar os disparos, que tiraram a vida dos gerentes ali do bairro Balneário de Carapebus: Mineiro e Batata”.

Delegado Paulo Ricardo, da DHPP da Serra.

Após o último ataque, Ryan fugiu para Governador Valadares, em Minas Gerais. Mesmo à distância, segundo a polícia, continuou dando ordens e coordenando ações criminosas no bairro.

No dia 23 de dezembro do ano passado, ele foi localizado e preso. De acordo com a polícia, Ryan estava escondido dentro de uma cama box e não ofereceu resistência.

*Com informações do repórter André Falcão, da Tv Vitória/Record.

Fonte: Folha Vitória

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