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O suspeito de matar e decapitarDante Brito Michelini, conhecido como Dantinho, de 75 anos, passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (25) e a Justiça decidiu que ele vai continuar na cadeia. A informação é da defesa do suspeito, Willian Santos Manzoli, de 29 anos.
A informação foi repassada por Yara Karlla Rodrigues Januth e Ricardo Gilbert Côco, advogados que representam o acusado.
De acordo com os advogados, a manutenção da prisão já era esperada, mas agora existem requerimentos a ser feitos dentro dos próprios autos do inquérito que, segundo os representantes, não puderam ser debatidos em fase de custódia.
Segundo Januth, a custódia é feita apenas para averiguar a legalidade da prisão, o que, aconteceu de forma legal, de acordo com a própria advogada.
“Nosso ponto agora é debater dentro dos próprios autos, de questões inerentes à Direitos Humanos”, explicou.
O corpo de Dantinho Michelini foi encontrado na tarde do dia 3 de fevereiro dentro de uma casa destruída por um incêndio em um sítio em Guarapari, onde ele morava sozinho há vários anos. O corpo estava em avançado estado de decomposição, sem cabeça e parcialmentecarbonizado.
Dois dias depois, a Polícia Científica confirmou que o corpo era de Dantinho e que a identificação foi feita por meio de um exame papiloscópico.
Suspeito do assassinato, Willian estava preso por violência doméstica desde o dia 28 de janeiro no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari.
Ele foi formalmente acusado da morte de Dantinho no dia 11 de fevereiro, após confessar o crime durante um depoimento prestado dentro do presídio.No mesmo dia, indicou onde estava a cabeça de Dantinho.
O membro foi localizado dentro de uma sacola plástica em um canal de Guarapari durante uma operação que contou com o auxílio de uma equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros.
Dantinho ficou conhecido nacionalmente por ter sido um dos investigados nocaso Araceliem 1973, quando a menina Araceli Cabrera Sanchez, de 8 anos, foi assassinada em Vitória. Ele chegou a ser condenado pelo crime, mas acabou inocentado anos depois.
Fonte: Folha Vitória