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Polícia

Casal preso por esquema de placas clonadas na Serra levava vida de luxo

Casal foi preso em flagrante e sete mandados de busca e apreensão


Foto: Reprodução/TV Vitória

O casal preso na Serra por envolvimento na adulteração de placas veiculares, que eram utilizadas para colocar em circulação motocicletas com restrição de furto e roubo, mantinha um padrão de vida incompatível com a renda declarada e fazia questão de exibi-lo nas redes sociais.

De acordo com a Polícia Civil, apesar de informarem rendimento mensal de aproximadamente R$ 1,5 mil cada, os dois ostentavam carros de alto padrão, passeios de moto aquática, lancha e viagens, evidenciando um estilo de vida luxuoso que, segundo as investigações, era financiado com recursos obtidos por meio da atividade criminosa.

O casal foi preso na Serra durante a Operação Placa Fantasma, deflagrada pela Polícia Civil do Espírito Santo para desarticular uma organização criminosa especializada na produção e venda de placas veiculares adulteradas.

De acordo com a investigação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), Juan comandava o esquema, que abastecia toda a região com placas clonadas usadas para colocar em circulação motocicletas com restrição de furto e roubo.

A gente fez um levantamento através das redes sociais e do serviço de inteligência e conseguiu ver a namorada do Juan ostentando uma vida de luxo. Eles angariavam recursos através da adulteração dessas placas e, posteriormente, utilizavam essa aquisição ilícita para manter essa vida.

Luiz Gustavo Ximenes, delegado

Juan passou a ser investigado após a prisão de Fabrício Vieira Coelho, conhecido como “César”, em janeiro do ano passado. À época, ele era apontado como um dos maiores adulteradores de veículos da Grande Vitória. Com a saída dele, Juan teria assumido a posição de principal fornecedor.

Segundo a apuração, o grupo encomendava placas virgens de motocicleta no estado de São Paulo. O material era entregue na casa de Emily. Depois, Juan encaminhava as placas para uma empresa credenciada ao Detran-ES, onde uma funcionária realizava a estampagem e a confecção.

Em seguida, as placas eram distribuídas no mercado ilegal, permitindo que motocicletas furtadas ou roubadas circulassem com nova identificação.

A polícia informou que não há indícios de participação do proprietário da empresa no esquema. Já a funcionária, que trabalha no local há seis anos, confessou envolvimento e afirmou integrar a organização há cerca de um ano. A suspeita, no entanto, é de que ela atue no fornecimento de placas clonadas desde pelo menos 2021.

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência dela. A Polícia Civil informou que busca viabilizar um acordo de colaboração premiada para identificar outros integrantes da organização que ainda estejam em liberdade.

Operação e investigação

Ao todo, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos bairros Residencial Vista do Mestre, Planície da Serra, Morada de Laranjeiras, Ourimar e Jardim Limoeiro, na Serra. Foram apreendidos celulares, aparelhos eletrônicos e equipamentos usados na adulteração das placas.

A Guarda Civil Municipal da Serra também participou da operação e informou que monitora suspeitos envolvidos em furtos e roubos de veículos. Segundo a corporação, há possibilidade de que veículos já recuperados pela guarda tenham passado pelo processo de adulteração investigado.

Juan e Emily foram presos em flagrante no bairro Planície da Serra e autuados por adulteração veicular. Eles foram encaminhados ao sistema prisional. A investigação segue em andamento.

*Com informações da repórter Luciana Leicht, da TV Vitória/Record

Folha Vitória

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