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Defesa diz que suspeito de matar Dantinho Michelini foi avisado do caso Araceli por vizinhos

Willian estava preso anteriormente por descumprimento de medida protetiva na Bahia

Por Redação em 13/02/2026 às 19:00:13
Yarla Karlla Rodrigues Januth e Ricardo Gilberto Côco defendem Willian Santos Manzoli (destaque). Foto: Reprodução/TV Vitória

Yarla Karlla Rodrigues Januth e Ricardo Gilberto Côco defendem Willian Santos Manzoli (destaque). Foto: Reprodução/TV Vitória

A defesa de Willian Santos Manzoli, assassino confesso de Dante de Brito Michelini, o Dantinho, afirmou que o crime foi motivado por vingança relacionada ao caso Araceli, e não por uma desavença pessoal imediata, como sustenta a polícia. Os advogados afirmam que o suspeito tomou conhecimento da morte da menina por meio de moradores da região onde o idoso morava.

Segundo a advogada Yara Karlla Rodrigues Januth, desde o primeiro contato com a defesa, Willian declarou que agiu movido por um sentimento de vingança após tomar conhecimento, por meio de vizinhos e moradores da região, da suposta ligação da família Michelini com o assassinato de Araceli Cabrera Crespo, ocorrido em 1973.

Dantinho era filho de Dante de Barros Michelini, que foi investigado à época pelo crime que marcou o Espírito Santo e ganhou repercussão nacional.

De acordo com a advogada, embora tenha havido uma agressão anterior da vítima contra o suspeito, esse não teria sido o real motivo do homicídio.

Houve, sim, uma agressão da vítima contra o nosso cliente, mas isso não foi o motivo real. Ao saber sobre o caso Araceli por vizinhos e populares, ele sentiu um sentimento de vingança.

Yara Karlla Rodrigues Januth, advogada criminalista

A defesa sustenta que trata o homicídio como um fato isolado no processo atual e que outros antecedentes criminais não integram a tese apresentada neste momento.

Willian estava preso anteriormente por descumprimento de medida protetiva na Bahia. Segundo os advogados, o único mandado vigente contra ele, até então, era relacionado a esse descumprimento.

Os defensores também informaram que o suspeito faz uso de medicamentos controlados para um transtorno ainda não especificado. A família foi acionada para apresentar laudos e receitas médicas.

“Não sabemos sobre o transtorno, então não sabemos até que ponto ele estava são ao tentar apagar provas”, declarou a advogada, referindo-se à tentativa do investigado de eliminar vestígios após o crime.

Sobre eventual arrependimento, a defesa afirmou que ainda não questionou o cliente nesse sentido. “Ele relata a dinâmica do crime normalmente. Nossa tese é voltada à vingança, porque foi o que ele trouxe diretamente para nós”.

Willian possui histórico criminal na Bahia, principalmente nos municípios de Eunápolis e Itabela. Segundo a defesa, ele já foi detido por posse de arma, violência e reincidência em agressões.

Há registros de espancamento brutal com uso de pedras de paralelepípedo, além de agressões contra equipes do Samu que tentavam prestar socorro em uma das ocorrências.

Contradição com a Polícia Civil

A versão apresentada pelos advogados diverge da linha de investigação da Polícia Civil do Espírito Santo. Para a corporação, o assassinato não tem relação com o caso Araceli.

De acordo com a polícia, a motivação teria sido uma vingança pessoal após Dantinho expulsar Willian de uma propriedade onde ele estaria escondido. O suspeito alegou ter sido agredido com um pedaço de madeira e, posteriormente, alvo de deboche em pontos de tráfico da região que frequentava.

Segundo os delegados, o investigado forneceu detalhes da dinâmica do crime que foram confirmados pela perícia. A materialidade e a confissão embasam o indiciamento por homicídio qualificado, marcado por extrema violência. O caso segue sob investigação.

*Com informações da repórter Suellen Araújo, da TV Vitória/Record

Fonte: Folha Vitória

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