O suspeito de matar e decapitar Dante Brito Michelini, conhecido como Dantinho, de 75 anos, confessou o crime e indicou para a polícia o local onde estava a cabeça da vítima, encontrada em um saco plástico em um canal de Guarapari.
A cabeça de Dante Michelini foi localizada em uma operação que contou com o auxílio de uma equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros, na manhã desta quarta-feira (11), após a prisão e interrogatório do suspeito.
Durante as buscas, os policiais civis também apreenderam uma faca, que teria sido utilizada para a decapitação.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, há fortes indicativos de que a prisão represente a solução do caso. Mais detalhes sobre a investigação e do crime serão apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para a tarde desta quarta-feira.
O que se sabe sobre a morte de Dante Michelini?
O chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegadoFabrício Dutra, destaca que, duas marcas de facadas foram encontradas no tórax de Dante Michelini.
Além disso, destacou que a sofisticação da decapitação da cabeça chamou a atenção dos policiais. Isso porque na maior parte dos casos em que ocorrem decapitações, o criminoso realiza cortes grosseiros, o que não ocorreu desta vez, em que foi feito um corte fino.
“A nossa Polícia Científica fez um trabalho muito rápido. Ela nos trouxe à luz que ali realmente era uma cena de homicídio. Houve uma secção de corte fino, então provavelmente uma faca que separou a cabeça do corpo. E também o indicativo de que ele teve duas lesões cortantes na região do tórax. Em tese, ele poderia ter levado duas facadas também”, disse Fabrício Dutra.
Dantinho usou celular pela última vez em 13 de janeiro
A polícia acredita que o assassinato tenha ocorrido entre os dias 13 a 20 de janeiro. Isso porque no dia 13, Dantinho usou o telefone celular pela última vez.
Já no dia 20, testemunhas teriam visto fumaça saindo da propriedade dele. De acordo com o delegado, o caso tem um grande dificultador: a forma isolada como Dantinho vivia.
Ele era conhecido por ter pouco ou quase nenhum contato com as pessoas. Uma mulher, que realizava serviços no sítio, e que comunicou o assassinato à polícia, teria o visto pela última vez no dia 7 de janeiro.
O marido dela, que também tinha contato com Dantinho, o viu por último em dezembro do ano passado.
Ele saía de casa apenas para comprar mantimentos, utilizando uma moto e sem falar com ninguém para onde ia.
“Ao verificar o corpo, não há uma precisão, mas nos foi passado que o óbito dele ocorreu entre o dia 13 de janeiro até o dia 20. Por quê? No dia 13 foi a última vez que ele utilizou o celular. O dia 20 por quê? Foi visto fumaça na propriedade dele. Mas a forma como o indivíduo vivia, muito individualizado, tivemos que ter um lapso de cena de crime muito distante”, relatou Fabrício Dutra.
Local de passagem de pessoas
O delegado Fabrício Dutra também relatou que o sítio onde o corpo foi encontrado era um local de passagem de pessoas que transitavam pela região. Muitas delas entravam na área sem qualquer tipo de autorização.
Além disso, o delegado também relatou que corretores de imóveis passavam pelo local e que havia um interesse da família em vender a propriedade, por conta disso, familiares também serão ouvidos no caso.
Folha Vitória