Um adolescente de 16 anos foi baleado na perna esquerda após uma arma de fogo deixada dentro de uma mochila disparar dentro da casa da família, em Jacaraípe, na Serra. O caso aconteceu na manhã de quarta-feira (4), por volta das 8h.
Segundo a mãe do adolescente, o filho estava em casa com os irmãos mais novos quando o irmão mais velho, que não mora na residência, apareceu com uma mochila. Ele teria deixado o objeto no local sem informar que havia uma arma dentro e, em seguida, saiu.
A mãe contou que ouviu um grito e, ao verificar o que havia acontecido, encontrou o adolescente ferido e com sangramento na perna.
O menino gritou e eu também. Tinha sangue. Aí ele falou assim: ‘Mãe, liga para o meu pai, fala que estou passando mal’.
Irmão estaria envolvido com tráfico
Após o disparo, o pai levou o adolescente ao Hospital Infantil de Vitória, onde a Polícia Militar foi acionada. Em relato aos policiais, o homem informou que o filho mais velho, maior de idade e que teria envolvimento com o tráfico de drogas, foi quem levou a arma para a residência.
De acordo com a família, o rapaz voltou ao imóvel depois do disparo, pegou a arma e fugiu. Até o momento, ele não foi localizado.
A mãe do adolescente, que é madrasta do suspeito, afirmou que o rapaz teria guardado o objeto a pedido de um amigo, sem que os familiares soubessem do conteúdo da mochila.
Foi um acidente, porque o amigo dele trouxe aqui e disse assim: ‘ó, tem esse negócio aqui rapidinho, guarda aí’. Aí não sabia o que era, mas guardou na bolsa. O disparo foi sem ter apertado em nada. Foi de repente que disparou.
O adolescente não corre risco de morte e se recupera em casa. Segundo a mãe, ele deveria ter ido à escola na quarta-feira, mas permaneceu na residência após apresentar uma crise alérgica.
Família não quis solicitar investigação
A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar como lesão corporal. Conforme a classificação informada no registro, a investigação depende da manifestação da vítima ou de seu representante legal.
A família afirmou que não pretende solicitar a apuração do caso. “Deixa em família mesmo”, declarou a mãe.
Procurada pela reportagem, a Polícia Civil informou que a ocorrência foi atendida pela Polícia Militar e registrada como lesão corporal, crime que depende da manifestação por parte da vítima ou de um representante legal, para que haja investigação.
A Polícia Civil orienta que a vítima ou um representante legal registre a ocorrência, podendo comparecer pessoalmente a uma delegacia ou realizar o registro por meio da Delegacia Online.
*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos, com informações do repórter André Falcão, da TV Vitória/Record.
Folha Vitória