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Polícia

Médico que apontou arma para funcionário de distribuidora é solto

A soltura foi confirmada pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejus)


Foto: Reprodução/TV Vitória

O médico Marcio Antonio Leite Lima, preso no último sábado, 31 de outubro, depois de apontar uma arma para o funcionário de uma distribuidora de bebidas na Praia da Costa, em Vila Velha, foi solto nesta segunda-feira (2). A soltura foi confirmada pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).

O suspeito foi autuado em flagrante por ameaça e porte ilegal de arma. Ele passou por audiência de custódia e poderá responder ao processo em liberdade provisória, após pagamento de fiança de R$ 15 mil. Ele terá que cumprir medidas cautelares estabelecidas pela Justiça.

A decisão foi proferida pela juíza Monica da Silva Martins, do Tribunal de Justiça do Espírito Santo.

A magistrada considerou a prisão em flagrante legal, mas entendeu que não havia requisitos suficientes para decretar a prisão preventiva.

A decisão levou em consideração que o investigado é tecnicamente primário, possui bons antecedentes, ocupação profissional e residência fixa.

Quais são as condições para a liberdade?

A decisão estabelece uma série de medidas cautelares que deverão ser cumpridas pelo investigado para permanecer em liberdade. Entre elas, está o pagamento de fiança de R$ 15 mil. A soltura depende da comprovação do pagamento e da expedição do alvará de soltura, desde que não exista outra ordem de prisão contra ele.

O investigado também deverá manter distância mínima de 500 metros da vítima, além de não poder manter qualquer tipo de contato com ela. Outra determinação é a proibição de frequentar o local onde ocorreram os fatos.

Também foram impostas restrições de circulação. Ele não poderá sair da Grande Vitória sem autorização judicial e está proibido de frequentar bares, boates, prostíbulos e estabelecimentos semelhantes.

Além disso, deverá comparecer a todos os atos do processo, manter o endereço atualizado e apresentar a documentação exigida ao juízo competente no prazo de até cinco dias úteis, contados da decisão.

Investigado deverá passar por acompanhamento durante seis meses

A decisão também determina que o investigado procure a Central Integrada de Alternativas Penais (Ciapes), em Vitória, no prazo de até três dias úteis após a liberação, exceto às quartas-feiras.

O acompanhamento deverá ser realizado durante seis meses, conforme as condições estabelecidas pela Justiça.

Descumprimento pode levar à prisão preventiva

O documento estabelece que o descumprimento de qualquer uma das medidas impostas poderá resultar na decretação da prisão preventiva.

Isso significa que, caso o investigado desrespeite as restrições determinadas pela Justiça, poderá voltar a ser preso.

O suspeito foi detido pela Guarda Municipal de Vila Velha. Segundo o funcionário da distribuidora, a confusão teria acontecido após o médico insistir para que ele vendesse uma caixa que servia para guardar um relógio.

A caixa chamou atenção do suspeito, que disse que queria dar um objeto parecido com aquele para a esposa, como presente de aniversário. Nesse momento, ele passou a pedir ao jovem que a vendesse.

A vítima teria dito que não estava interessada em vender o objeto. A partir daí, o suspeito teria se exaltado.

Ainda de acordo com a vítima, o suspeito teria bebido, pelo menos, seis doses de uísque antes da confusão.

Folha Vitória

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