Coronel Ferrari durante apresentação do Plano de Verão da EDP 2026/2027. Imagem: EDP/Divulgação
A Defesa Civil do Espírito Santo vai simular um desastre de grandes proporções provocado por fortes chuvas entre os dias 3 e 5 de novembro. O exercício pretende avaliar a capacidade de resposta dos órgãos estaduais e municipais diante de situações como enchentes e deslizamentos de terra.
A atividade faz parte do 2º Simulado Geral de Gestão de Desastres, organizado pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC-ES).
Durante os três dias, as equipes vão participar de atividades de planejamento e ações práticas para testar a comunicação, a mobilização de recursos e a integração entre os órgãos responsáveis pelo atendimento à população.
Simulação terá cenário de chuvas intensas
O exercício começa na terça-feira (3), com a apresentação dos objetivos e das etapas da simulação.
No cenário planejado, o Espírito Santo será atingido por chuvas intensas, com agravamento gradual da situação e possibilidade de enchentes, alagamentos e deslizamentos.
A programação prevê a mobilização de estruturas estaduais e municipais, incluindo Postos de Comando, Grupos de Ações Coordenadas e o Centro de Operações de Emergência da Defesa Civil (COEDC).
A ativação total representa o nível mais alto de mobilização da Defesa Civil estadual, utilizado em situações de desastres de grandes proporções.
A última ativação real desse nível ocorreu em 2024, durante a enchente que atingiu o município de Mimoso do Sul, no Sul do Espírito Santo.
Defesa Civil vai avaliar resposta a emergências
Segundo a CEPDEC-ES, o simulado permitirá identificar possíveis falhas nos procedimentos de comunicação, no compartilhamento de informações e na atuação conjunta das equipes.
O coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Benício Ferrari Júnior, destacou que a preparação é fundamental para reduzir os impactos de desastres.
Treinamos para que todos estejam prontos, caso o desastre ocorra. Nosso objetivo é alinhar estratégias, difundir conhecimento, preparar os órgãos responsáveis pela resposta e trabalhar para que todos saibam o que fazer no momento de emergência.
Benício Ferrari Júnior, coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil
Alertas serão identificados como simulação
A Defesa Civil reforçou que não se trata de uma situação real de emergência.
Todos os alertas, comunicados e dados sobre vítimas, danos ou pessoas desabrigadas utilizados durante o exercício terão a identificação “SIMULADO”, para evitar confusão e preocupação entre os moradores.
Fonte: Folha Vitória