Foto: Leitor
A Justiça Militar decidiu manter a prisão preventiva do soldado Marcelo Ramos Araújo, de 32 anos, preso em fevereiro após ser flagrado agredindo a namorada no estacionamento de um supermercado no bairro Jardim Camburi, em Vitória, em fevereiro deste ano.
O Conselho de Justiça tomou a decisão por unanimidade em audiência realizada em 26 de outubro.
Quatro testemunhas foram ouvidas durante a audiência. A defesa pediu a liberdade do acusado, inclusive com a possibilidade de monitoramento por tornozeleira eletrônica, mas o pedido foi negado.
Segundo a ocorrência, a policial militar foi retirada à força de um carro, arrastada pelo chão e atingida com golpes na cabeça. Durante a abordagem, o soldado também teria ameaçado e agredido outros policiais, chegando a acertar um soco no rosto de um sargento.
O juiz considerou que a soltura poderia representar risco à vítima, que também integra a Polícia Militar. A decisão também apontou que a conduta atribuída ao soldado comprometeu a hierarquia e a disciplina da corporação.
Segundo a Justiça Militar, Marcelo teria dificultado a atuação das guarnições, resistido à contenção e ameaçado militares mais antigos. Para o magistrado, esses fatos abalaram publicamente a autoridade dos profissionais envolvidos na ocorrência.
Marcelo Ramos Araújo também se tornou réu na Justiça comum em março. Segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), ele responde por violência psicológica, ameaça e lesão corporal qualificada.
A denúncia inclui ainda a acusação de vias de fato contra um primo que, conforme o MPES, tentou impedir o conflito. O soldado permanece preso preventivamente.
Por nota, a defesa do cabo informou que “está pautada na prova do processo e confiamos que o Tribunal do Júri irá entregar justiça e concluir pela inocência”.
O caso aconteceu no estacionamento de um supermercadoem Jardim Camburi, no dia 21 de fevereiro.
A PM foi acionada para atender uma briga no local e encontrou o suspeito exaltado, tentando continuar as agressões mesmo após a chegada das equipes.
Em depoimento, a vítima afirmou que os episódios de violência eram frequentes e, além das agressões físicas, o homem faz ameaças de morte e de causar lesões permanentes, como atirar em sua mão ou no joelho, e exerce controle sobre sua vida financeira. De acordo com o boletim de ocorrência, as acusações são comprovadas por mensagens trocadas por WhatsApp.
Durante a intervenção, o soldado desobedeceu ordens, empurrou policiais e passou a ameaçá-los. Na tentativa de prisão, reagiu novamente e acertou um soco no rosto de um sargento da corporação, quebrando os óculos do militar. Foi necessário o apoio de outras equipes para contê-lo.
Fonte: Folha Vitória