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O resultado das eleições presidenciais pode influenciar as expectativas sobre a economia e o comportamento da Bolsa de Valores, do dólar e dos juros. No período pós-eleitoral, especialistas orientam os investidores a evitar decisões por impulso e manter as aplicações alinhadas ao perfil de risco, ao prazo e aos objetivos financeiros.
As expectativas sobre a política fiscal e a condução da economia estão entre os fatores que influenciam o comportamento dos ativos. No entanto, o resultado das urnas não determina, por si só, a direção dos mercados, que também respondem a indicadores econômicos, decisões sobre juros e ao cenário internacional.
Para o assessor de investimentos da Sicredi Serrana, Torres Mônico, o momento exige atenção à composição da carteira, sem reações precipitadas a notícias políticas ou variações de curto prazo.
“Em períodos de incerteza, é importante não tomar decisões precipitadas com base nas oscilações do mercado ou nas notícias políticas”, orienta.
Segundo Mônico, o investidor precisa considerar sua tolerância a riscos, o período em que pretende manter os recursos aplicados e os objetivos financeiros. A necessidade de liquidez, ou seja, de ter dinheiro disponível para uso imediato, também deve entrar nessa análise antes de qualquer alteração na carteira.
Diversificação dos recursos
Uma das estratégias indicadas é a diversificação, com a distribuição dos recursos entre diferentes tipos de ativos, setores e prazos. A medida reduz a concentração em um único investimento, embora não elimine a possibilidade de perdas.
“Proteger o patrimônio não significa necessariamente sair da Bolsa, mas entender os riscos assumidos e manter uma carteira adequada à realidade de cada investidor”, afirma Mônico. Para quem aplica em ações, movimentos de curto prazo não devem ser o único fator para decidir manter ou vender os papéis.
A atenção ao cenário pós-eleitoral também é importante para empresas que atuam no comércio exterior. De acordo com o assessor de Câmbio e Comércio Exterior da Sicredi Serrana, Vinícius Pereira, a gestão da exposição cambial pode ajudar negócios exportadores e importadores a reduzir os impactos de variações do dólar.
Pereira explica que fatores políticos, fiscais e os juros internacionais podem influenciar o câmbio. Por isso, a proteção cambial deve estar ligada ao planejamento financeiro da empresa, e não à tentativa de antecipar movimentos do mercado.
“Mais do que tentar antecipar movimentos de mercado, o objetivo é garantir alinhamento entre as estratégias adotadas e a atividade da empresa. Isso preserva margens, fluxo de caixa e capacidade de crescimento com maior segurança”, explica.
As perspectivas para os juros domésticos também podem influenciar o câmbio. Mudanças na diferença entre as taxas praticadas no Brasil e nos Estados Unidos podem afetar o fluxo de capitais e contribuir para oscilações da moeda.
Para empresas com operações internacionais, acompanhar esse cenário e planejar a exposição cambial são medidas que ajudam a administrar os riscos.
*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos
Fonte: Folha Vitoria