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A eleição de Lorenzo Pazolini (Republicanos) para o governo do Espírito Santo e a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Executivo nacional colocam em pauta os desafios do agronegócio capixaba para os próximos quatro anos.
Entre as prioridades estão o acesso ao crédito, a redução dos custos de produção e o fortalecimento das exportações. Segundo a Federação da Agricultura do Espírito Santo (Faes), parte dos principais entraves depende de decisões federais e exigirá articulação entre os dois governos.
Além disso, a entidade avalia que o crescimento da agropecuária depende de uma atuação conjunta entre o poder público e os representantes do setor produtivo. Nesse cenário, a Faes destaca a participação do deputado estadual e senador eleito Evair de Melo (Republicanos).
“O governador eleito contou com o assessoramento do deputado estadual e futuro senador Evair de Melo, cuja experiência e conhecimento da economia primária também são fundamentais para a continuidade do diálogo e para a construção de alternativas viáveis aos principais gargalos enfrentados pelo setor agropecuário”, afirma a entidade.
Na nota, a Faes também defendeu a participação das bancadas estadual e federal na busca por soluções. Para a federação, essa articulação pode acelerar medidas que dependem de decisões em Brasília.
Crédito rural e juros elevados
Assim, entre as principais demandas para o novo governo, a entidade destaca a necessidade de ampliar o acesso ao crédito rural em condições mais favoráveis. Atualmente, as taxas de juros elevadas dificultam investimentos e comprometem a sustentabilidade financeira das propriedades.
Como alternativa, a federação sugere que o governo estadual avalie a criação de mecanismos de financiamento em parceria com o Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) e o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).
Além disso, outro desafio para a próxima gestão será ampliar a presença dos produtos capixabas nos mercados nacional e internacional. Para a Faes, os impactos do tarifaço dos Estados Unidos reforçam a necessidade de investir em competitividade e buscar novas oportunidades comerciais.
Embora a federação considere que os efeitos das tarifas norte-americanas tenham diminuído para o Espírito Santo, a entidade entende que o setor ainda precisa avançar na diversificação de mercados.
Nesse sentido, a participação em feiras e eventos estratégicos aparece entre as medidas que podem fortalecer a produção capixaba. Um dos exemplos citados é a Semana Internacional do Café (SIC), prevista para novembro, em Belo Horizonte.
Cobrança pelo uso da água
A política de recursos hídricos também integra a lista de prioridades que a Faes apresenta ao novo governo. Nesse caso, a entidade pede a continuidade do apoio estadual ao projeto de lei que prevê a isenção da cobrança pelo uso da água pelos produtores rurais.
“É importante garantir a efetividade dessa medida, considerando a já elevada carga tributária que incide sobre o setor produtivo”, afirma a Faes.
Segundo a entidade, iniciativas semelhantes avançam em outros Estados, como São Paulo, Paraná e Minas Gerais, além de unidades da Federação no Nordeste. A federação afirma que essas propostas têm como referência a legislação capixaba.
A federação também destaca a participação dos produtores rurais e de suas lideranças na construção da proposta. Para a entidade, a política deve considerar tanto a produção de alimentos quanto a preservação sustentável dos recursos hídricos.
Fonte: Folha Vitoria